Sai o diretor de Tecnologia da Informação do TJRS


[1ja] A força da reclamação coesa dos advogados

A ´rádio-corredor´ do TJRS não fez segredo ontem: saiu (ou seria "caiu"?) o diretor de TI do TJ gaúcho Luis Felipe Schneider, que estava no cargo havia oito anos; em seguida assume Frederico Henrique Goldschmidt Neto, que era o supervisor de Informática do Tribunal de Contas do RS.

O demissionário (ou demitido) Schneider é servidor de carreira do TJRS, tendo assumido o comando do setor em 2008, substituindo Eduardo Arruda.

O agora novel Goldschmidt foi, antes, também gerente de redes na Universidade de Passo Fundo e analista de tecnologia do Banco do Brasil. Ele chega nesta terça-feira e se depara com um "tsunami advocatício" por enfrentar. É que na terça passada (11), mais de uma centena de advogados ao vivo e quase outros 10 mil, via Internet, "desancaram o pau", no tribunal.

Uma enquete publicada pelo Espaço Vital quatro dias antes da audiência pública revelou detalhes da bagunça informatizada. E hoje (18), neste mesmo saite, um artigo do advogado Carlos Thomas Albornoz - que tem proeminência na Ordem gaúcha e entende muito bem de processo eletrônico - desenha com cavalheirismo, mas com firmeza, o quadro caótico que leva os advogados ao estresse habitual.

Nessa audiência pública do dia 11, o desembargador Carlos Alberto Etcheverry, que representava o TJRS, admitiu que ele e seus colegas de Corte "não tínhamos a menor ideia do tamanho do grau da insatisfação dos advogados, que são nossos clientes".

Nessa conjunção, a ´rádio-corredor´ do TJRS complementou ontem que "Schneider deixou o cargo, porque a administração da Casa não era informada sobre a rotina dos problemas e só ficou sabendo da conjunção após a grita advocatícia".

No detalhe, a ´rádio-corredor´ da OAB-RS contrapõe: na data da audiência pública já estava alinhavada a unção de Goldschmidt para substituir Schneider. Tanto que aquele estava, como anônimo visitante, sentado na plateia da OAB, de olho vivo e ouvido ligado nas reclamações e críticas.

[2ja] O contraponto que não houve

O Espaço Vital pediu ontem (17) ao TJRS a manifestação sobre a saída, ou a queda, de Schneider, bem como uma manifestação escrita do desembargador Etcheverry sobre os planos da Corte estadual - mas não houve respostas.

Vai ficando, assim, incontestada a afirmativa feita pelo advogado Albornoz de que, em certos casos, o encaminhamento de uma petição eletrônica inicial chega a consumir meia dúzia de horas de espera.

E que a “instabilidade do sistema” é uma rotina. Oficial e consentida.

[3ja] Ficha delinquencial da política brasileira

A avassaladora “lista do Fachin” expõe delações de crimes cometidos por quantitativo contingente dos donos da política nacional. Levando-se em conta o “universo” total de cada grupo, e usando-se percentuais, chega-se às taxas setoriais de delinquentes políticos.

Elas correspondem a 29,6% de senadores (24 nomes), 44% de governadores (12 nomes), 28,5% de ministros (8 nomes), 7,6% de deputados federais (513 nomes), 100% dos ex-presidentes vivos (5 nomes) e 100% do presidente em exercício (1 nome).

Está confirmado, segundo a mesma lista que, na gestão do propinoduto, a Odebrecht não levava em consideração as ideologias conflitantes. A essência era direcionar a dinheirama conforme a avaliação da capacidade de os políticos a serem favorecidos ajudarem nos negócios.

Somente nos 76 inquéritos que ficaram no STF, há o envolvimento de 98 pessoas: 21 vinculadas ao PT; 17 ao PMDB; e 14 ao PSDB. Para esse grupo coeso na argentarismo foram destinados R$ 451.049.000,00. Embora se saiba que “caciques” recebem mais do que “índios”, a matemática é exata ao apontar que a média individual das “ajudas” foi de R$ 4.602.540,81. É grana para corrupto nenhum botar defeito.

 [ja!] Com ou sem antecedentes?

Um julgamento no Tribunal Superior do Trabalho, na próxima quinta (20), vai definir se as empresas podem pedir negativa de antecedentes criminais antes de admitir uma pessoa. A decisão será dada por 17 ministros que compõem a Subseção de Dissídios Individuais do TST.

A rotina trabalhista atual admite a exigência da certidão em situações especiais, como na contratação de agentes de segurança.

Um dos polos da ação vê a exigência da certidão como “barreira à ressocialização do preso”.

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· Para relembrar a enquete do Espaço Vital sobre os problemas do processo eletrônico do TJRS, clique aqui.

· Seis horas de demora para conseguir protocolar uma petição eletrônica. Leia detalhes.