A rifa íntima


A secretária do advogado porto-alegrense, solteiro, com escritório em prédio classe ´A´, informa seu chefe que uma possível nova cliente quer marcar hora, para uma “causa de família”. Ela solicita urgência e pede recebimento reservado.

Fica então agendada a consulta para a quinta-feira, 15 h, tarde tipo veranico de maio. Chega então a cliente: bem maquiada, sapatos impecáveis, bolsa de grife, maquiagem discreta, mas eficiente. E chamativas blusa decotada e minissaia.

Os primeiros minutos do encontro profissional são meras questões protocolares. De repente, a surpresa.

-Sou garota de programa de luxo, cobro R$ 2 mil pelos meus eficientes serviços e o quadro brasileiro de agruras financeiras e políticas me fez mudar de estratégia. Depois de gerente de vendas, dedico-me agora a serviços prestados de cama... – diz ela.

O advogado arregala os olhos já temeroso e a visitante complementa:

- Estou fazendo uma rifa. É assim: são 100 números e cada um custa R$ 50. Corre pela Mega-Sena, todos os sábados. Os ganhadores são atendidos, um por dia, de segunda a sábado. Quem for sorteado, o senhor sabe... receberá o meu carinho.

O advogado empalidece, levanta-se, procura abreviar a conversa para evitar avanços e incômodos. E monossilabicamente repete, enquanto levanta-se da poltrona.

 - Não, não, não. Por favor...

- OK, não se preocupe. Sou discreta, já estou saindo. Mas pelo menos me ajude, estou pedindo, então, apenas R$ 100 neste momento difícil.

Em meio minuto, a visitante levanta-se – desculpando-se e despedindo-se - sai, pega o elevador e desaparece

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Adivinhem se o advogado deu, ou não, a ajuda financeira?

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