A fábula da leitoa


Por Sérgio Becker, jornalista aposentado

Economicamente, o outrora terceiro Estado do país se assemelha a uma leitoa recém parida, que agoniza devido uma zoonose fatal. Mas, os leitõezinhos, no afã de sobreviverem, mamam incessantemente nas tetas ressequidas pela doença.

Pior, o leitãozinho do Executivo faz greve na ilusão de receber em dia; o do Legislativo não abre mão de nenhuma das suas injustificáveis mordomias (como a de dispor de mais de 20 aspones improdutivos, mas muito bem remunerados); e o do Judiciário acrescenta penduricalhos (como o auxílio-moradia) para receber acima do piso já classificado de pornográfico.

Estes, então, como a teta que os alimenta é garantida por depósitos judiciais e eles têm o poder de decisão, estão retendo injusta e injustificadamente estes recursos, prejudicando autores de ações judiciais e seus advogados autônomos, somente para garantir ´o seu´ no fim do mês.

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