Contas do Brasil têm gastos com larvas, aves marinhas e condimentos picantes


[1ja] Desvios de finalidade

O Brasil é hoje um grande desviador de finalidades, com dívidas vencidas de mais de R$ 1 bilhão. Os credores são organismos globais – a ONU é a principal, com mais de 20% do total. No rol dos que têm dinheiro nosso a receber há 120 nomes, entre eles alguns desconhecidos do grande público, como a Comissão Sericícola Internacional, o Acordo de Conservação de Albatrozes e a Comunidade Internacional da Pimenta-do-Reino.

O editor foi em busca das preciosidades.

• A Comissão Sericícola Internacional tem sede em Alès (França) e o Brasil aderiu a ela em 1979, por meio de um decreto (nº 84.203) assinado pelo então presidente João Figueiredo. Objetivo: “Desenvolvimento e coordenação dos trabalhos destinados a transformar o bicho da seda e outros insetos sericigenosos em tipos biológicos”.

• O Acordo de Conservação de Albatrozes é um tratado ambiental internacional, assinado em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique. Tem base de operações na Antártida. Objetivo: “Reverter a diminuição de aves marinhas ameaçadas por espécies introduzidas nas colônias onde estas aves procriam”.

• A Comunidade Internacional da Pimenta-do-Reino, fundada em 1972, reúne Brasil, Índia, Indonésia, Malásia, Srilanka e Vietname. Nosso país ingressou em 1982, também no governo Figueiredo, “apoiando projeto da Organização Mundial da Saúde que busca comprovação científica de que a especiaria tem efeitos medicinais”.

Na prática, resultados zero em prol do País e provável vazão de dinheiro, alguns débitos e passivo financeiro crescente.

O Espaço Vital não encontrou ditados populares em relação ao bicho da seda e ao albatroz; relativamente ao condimento picante, sim. “Pimenta nos olhos dos outros é refresco” – é uma expressão popular empregada para pilheriar que os malfazejos da vida - quando ocorrem com outras pessoas - são mais fáceis de se encarar, indiferentemente do que quando ocorrem conosco.

De repente, alguém mistura albatrozes, bichos da seda e vários tipos de pimenta no mesmo caldo...

[2ja] “Feirão do Joesley”

Joesley Batista está colocando à venda alguns de seus bens. Entre eles, o embasbacante apartamento de New York, na rua 53, defronte ao Museu de Arte Moderna. São 685 metros quadrados e cinco suítes, valendo R$ 45 milhões. Mas como o dono está em apertos, interessados seguramente poderão pechinchar.

Também estão sendo vendidos o iate "Why Not?", de 30 metros de comprimento, e uma ilha em Angra, comprada em 2013 e inaugurada com um show de Bruno e Marrone. Valem uns R$ 10 milhões e R$ 25 milhões, respectivamente.

A propósito: o MPF ainda não pediu, cautelarmente, a constrição judicial sobre esses bens. Se alguém souber o porquê, é favor informar. E-mails para 123@espacovital.com.br  

[3ja] “Sobrinho vagabundo”

Há ações judiciais para tudo. No Acre, um sobrinho foi ofendido por uma tia, que reagiu por não ter sido convidada para o casamento dele, epitetando-o, internet afora, de “vagabundo”.

Na contestação, a veneranda senhora sustentou “não ter conhecimento do correto manuseio da rede social”, e que fizera a crítica só para uma irmã, “desconhecendo que o repique poderia se tornar de conhecimento público”.

A sentença concluiu que “a vergastada publicação fere a honra, sem que tenha havido motivo justo”.

A indenização será de... R$ 1 mil.

[ja!] Dinheiro novo

Há uma recente constatação da Polícia Federal sobre parte dos R$ 51 milhões apreendidos no bunker de Geddel Vieira Lima.

É que muitos maços de cédulas têm numeração nova.

Isso sinaliza que pode ser dinheiro de propinas recentes. Ou pelo menos, a partir de 2 de janeiro deste ano.