Espa├žo especial para a mala do juiz...


[1ja] A mala do juiz

Os passageiros do voo nº 4156 da Azul, de Porto Alegre para Curitiba, na quarta-feira (11), já estavam acomodados quando uma das aeromoças disse a um senhor que ocupava o assento 2D (na segunda fileira do lado direito da aeronave) que sua bagagem seria acomodada em outro local, um pouco mais adiante.

É que vamos ter que colocar aqui a mala do juiz” – explicou a comissária.

Foi nesse momento que Sérgio Moro entrou no avião e se acomodou no assento (2A) junto à janela da primeira fileira do lado esquerdo da aeronave. Antes, o magistrado não circulara pelo setor de embarque.

O jornalista Pedro Venceslau, do Estadão, que estava na poltrona 2C, do outro lado do corredor, tentou entrevistar Moro, mas ele apenas disse que “não seria possível, pois preciso trabalhar, mesmo a bordo”. O lugar ao lado do importante e adorado (por muitos) viajor ficou vago.

Ao perceber quem era o juiz que chegara, o passageiro cuja mala fora deslocada, assentiu patriótico e afirmou, dirigindo-se discretamente a Moro: “Parabéns, o senhor fez muito pelo Brasil”. Em seguida, a porta foi fechada.

Os que viram cochicharam, apoiando a pertinência da colocação da mala do juiz próximo a ele, no compartimento superior.

Eram 11h da manhã, quando o avião taxiou e se foi à capital paranaense, para um tranquilo voo com céu de brigadeiro.

[2ja] Porto Alegre é demais

Porto Alegre nos dói! Uma arquiteta estacionou seu carro ontem (12), às 8h40, no centro da cidade. A quadra escolhida estava vazia.

Como o compromisso dela era às 9h, aguardou sentada no veículo e ficou observando. Um flanelinha ficou rondando. Logo chegou outro automóvel, cujo condutor, um idoso, dirigiu-se ao parquímetro. O guardador foi junto e fez a abordagem. Em seguida outros três automóveis, simples e velhos, estacionaram e seus condutores não pegaram tickets no parquímetro e se foram a passos.

A arquiteta saiu de seu carro, dirigindo-se à máquina. O prestativo flanelinha avisou: “O parquímetro está estragado, não vai dar para a senhora pegar o ticket”.

Ela foi em busca de outra máquina a 50 metros de distância e conseguiu cumprir sua tarifada obrigação de cidadã. Uma hora e meia depois, concluiu o relato ao Espaço Vital: “Está claro que alguém estraga o parquímetro, para pedir dinheiro em troca de supostos cuidados aos veículos, ou para dar cobertura àqueles que estacionam sem pagar”.

Quem seria(m)?

Detalhe: as cenas reais foram na Rua General Câmara, entre a Riachuelo e a Praça Marechal Deodoro. A 20 metros do TJRS; a 100 m da Assembleia; e a 150 m. do Palácio Piratini.

Como dizem (parciais) versos de José Fogaça: “Porto Alegre me dói... Não diga a ninguém”...

Melhor seria como cantam outros versos do mesmo poeta: “Porto Alegre me tem... A saudade é demais... É lá que eu vivo em paz!”

Em paz?

[3ja] Quando eles não querem...

O senador Lasier Martins (PSD-RS) protocolou projeto de lei que autoriza a prisão após a condenação em segunda instância.

Detalhando: 1) O réu poderá ser preso após decisão recursal por um colegiado; 2) Mas não será tratado como culpado antes que ocorra o trânsito em julgado.

Em síntese: não seria violado o princípio constitucional da presunção de inocência.

Romero Jucá (PMDB-RR) e seus amigos já se manifestaram contrários.

E – segundo a bem informada ´rádio-corredor´ do Conselho Federal da OAB – Marco Aurélio, Lewandowsky e Toffoli “não gostaram”.

[ja!] Extermínio

Foram 44.056 as mortes de pessoas no trânsito brasileiro, em cidades e em rodovias estaduais e federais, no ano de 2017.

São números oficiais da grande carnificina brasileira.

Não nos serve o consolo de que haja ainda três países em pior situação: China, Índia e Nigéria. Cada um destes, com mais de 45 mil óbitos/ano.