A IVI esconde um elefante atrĂ¡s de uma formiguinha


O comentário símbolo do Ivismo pós Gre-Nal foi o de Mauricio ´Guinaçu´ Saraiva para Benfiquinha, na Rádio Gaúcha: "O ponto de ouro que o Inter conquistou”. O goldenpoint?

Pois é. O goldenpoint. Mas, a que preço? Preço de humilhação: 22 faltas, 25% posse de bola (até os 35 minutos do segundo, o Grêmio teve 89% de posse de bola) e três pênaltis sonegados (ah, foram só dois)...

Que coisa! Clubismo obnubila a análise. A IVI está tão machucada com o sucesso do Grêmio e a beleza de seu futebol, que está escondendo um enorme elefante atrás de uma formiga anã. Nos últimos tempos, só um time jogou mais feio e mais retrancado no estádio do Grêmio: o glorioso E.C. 12 de Outubro da cidade de Itauguá, do Paraguai. Jogo de 2002 pela Libertadores, no Estádio Olímpico.

Quem viu pela tevê não tem a dimensão de quem foi ao estádio. Um time elegante, tocando a bola contra um time dando balão, fazendo faltas e, pior, seu goleiro fazendo cera a partir do segundo minuto de jogo.

A imprensa do centro do país foi implacável com o time do Inter pela sua postura em campo. O que disseram de D´Alessandro e o soco que deu em Luan é coisa que deve ficar nos anais da imprensa desportiva. Mas, por aqui, a IVI doura a pílula. Alguns (ex) técnicos – desempregados e/ou aposentados - (estou sendo eufemista) elogiaram a postura simpofista do Inter (SINPOF – Sindicato do Pontinho Fora, que só funciona aqui na república do Texas, patrocinado pela IVI Football Inc.).

Até Lauro Quadros achou normal, apostando que Inter vai para Libertadores. Pode até ir, mas o Lauro poderia fazer melhor, pois não?

Diogo Olivier passou a régua e lascou: “O que deu em Renato? E em D´Alessandro?”. E complementou: “Com 77% de posse de bola, 11 a 5 em finalizações e três pênaltis não marcados, é óbvio que o sentimento é amargo”.

Calma, Olivier! Muita calma no seu ivismo. Não compare ovos com caixa de ovos. Equiparar a indignação de Renato com a truculência e má-educação de D´Alessandro é uma manobra pequeno-despistadora. Um jornalista pode mais do que isso, pois não? Wittgenstein (que não joga no Borússia) dizia: “Sobre o que não se pode falar, deve-se calar. Silêncio é poesia”.

Bom, sem falar que tudo isso se deu sob o apito amigo e complacente do novo Eunápio de Queiroz, aquele que era conhecido como Larápio de Queiroz, nos tempos da Taça Brasil. Mas nem Eunápio – o verdadeiro - deixou de dar três pênaltis para um só time de futebol. Mas Reche, capitão da IVI, disse na Rádio Gre-Nal, segunda, nove e meia da manhã: “Ah, três pênaltis? Árbitro erra. É do jogo”.

Ops! Não há registro de que um árbitro tenha sonegado três pênaltis em um só jogo e para a mesma equipe. Desafio a que alguém encontre um registro que me desminta. E ele (Wilton Pereira Sampaio) será um dos árbitros de vídeo na Copa de Mundo. Patético!

Como bem disse o presidente Romildo: “Um erro pode ser uma falha humana; dois, você já admite suspeição; mas três, você já pode achar que é incompetência ou má fé. O árbitro estava com um problema oftalmológico dos mais graves hoje”.

Eunápio Larápio de Queiroz nunca deixou de dar três pênaltis. Veja-se que o passar do tempo faz com que até os árbitros percam o pudor. Mesmo sob os olhares das câmeras de televisão.

E Pedro Ernesto? Encampou o discurso da direção do Inter. E construiu uma tese: “Nos dois últimos Gre-Nais, o Grêmio só fez um ponto”. Bingo! Mata-mata conta ponto? E quem foi campeão gaúcho? ´Jenial´ - com ´j´ - isso, não? E sobre D´Alessandro, nada disse. A IVI tem, mesmo, uma cartilha. Seguida à risca.

A pérola final da IVI: para doirar (português castiço) a pílula do massacre, a Rádio Gaúcha votou em Moledo como o melhor do jogo. Ah, bom. A IVI sendo a IVI. No fundo, a IVI é como o escorpião que pede carona para o sapo. No meio da travessia do rio, o escorpião pica o sapo. Vai morrer junto. Mas, e daí?