FEPAM festeja proteção ambiental com ´banner´ de aves e mamífero que não são da fauna gaúcha


[1ja]  A FEPAM de bengala...

Na última segunda-feira (4), a FEPAM – Fundação Estadual de Proteção Ambiental comemorou 28 anos. A data seria festiva não fosse o desmonte sofrido pelas instituições ligadas à proteção do meio ambiente, ciência e tecnologia, praticado pelo governo Sartori.

Num cartaz comemorativo à suposta efeméride, a FEPAM exibiu uma montagem fotográfica emoldurada por viscosas folhas verdes (inclusive de maconha), com três figuras animais: um lindo tucano, uma incognoscível ave (seria uma arara, ou um papagaio?) e...um tigre de bengala. Pelo menos dois deles não fazem parte da fauna gaúcha.

Para comparar mais o distanciamento da FEPAM com a realidade gaúcha, não custa lembrar que o tigre de bengala habita exclusivamente regiões da Índia, Nepal e Butão. Detalhe: do Rio Grande do Sul até os longínquos países, a distância média é de 14.929 quilômetros.

Esse distanciamento da realidade e esse caminhar de bengala demonstram a necessidade de que os órgãos técnicos sejam dirigidos por técnicos, e não por figuras camaleônicas ao habitat científico.

Talvez, o banner da FEPAM possa ser futurista e remeta ao exótico Rio Grande do Sul do futuro século 22. Então - quem sabe... - tigres de bengala aqui encontrarão abrigo do calor exaustivo dos areais das extensas lavouras de eucalipto.

Ou, noutra divagação, quem sabe em 2019 - para a comemoração de seus 29 anos - a FEPAM se disponha a aqui difundir os coalas, delicados marsupiais que se encontram em via de extinção desde o início da colonização inglesa da Austrália, quando surgiu o hábito de matá-los para usar sua pele.

[2ja] O Brasil que eu quero´

O cantor Xororó – aquele que faz dupla com Chitãozinho – está mobilizando artistas brasileiros para a gravação de uma música que levante a autoestima dos brasileiros.

Os versos do estribilho estão prontos: “O Brasil que eu quero/ É um país sem medo/ De corrigir seus erros, de crescer e de sonhar/ Somos brancos, amarelos, somos negros/ Somos um gigante pronto para despertar”.
Faz sentido.
Mas poderia ter um arremate: “O Brasil que eu quero/ É um país com todos os corruptos presos /E sem liminar do Gilmar /Que os possa soltar”.

[3ja] Gratuidade às claras

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (6), proposta para desobrigar que advogados paguem custas processuais em execução de seus honorários. O texto foi analisado em caráter conclusivo pela CCJ e vai diretamente ao Senado.

A autora da ideia, deputada Renata Abreu (Pode-SP), sustenta com pertinência que “de acordo com a legislação em vigor, ao proceder a cobrança de seus honorários, o advogado fica obrigado a pagar as custas processuais, o que lhe acarreta prejuízos indevidos, uma vez que tal procedimento decorre da desídia da parte descumpridora de suas obrigações legais. Para afastar essa injustiça, torna-se necessário modificar a norma vigente, isentando o advogado". (Projeto de Lei nº 8.954/2017).

A propósito, enquanto a controvérsia não é solucionada por lei federal, no RS já existe em vigor uma norma estadual (nº 15.016/2017) que teve essa intenção – mas que, afinal, na prática não é aceita por cerca de metade da magistratura estadual.

O imbróglio resulta em grande número de recursos e há decisões do TJRS notoriamente contraditórias.

É que o texto dessa lei gaúcha é um lamentável primor de falta de clareza para um dos objetivos a que se propôs. É uma lei pela metade.

[ja!] Que ciúme, que seriedade!

Um grupo de grandes escritórios dos Estados Unidos agitou o mercado das grandes bancas advocatícias - chamadas no país de “BigLaw” - ao anunciar o próximo “salário-mínimo” dos advogados no primeiro ano de emprego.

A iniciativa começou na segunda-feira passada (4), com a banca Milbank, Tweed, Hadley & McCloy anunciando o piso de US$ 190 mil por ano (US$ 15.833 por mês, cerca de R$ 60 mil), a partir de 1º de julho. O maior salário, para empregados com até oito anos de casa passará a ser de US$ 330 mil anuais (R$ 1,2 milhão). As interessantes informações são do jornalista João Ozório de Melo, correspondente do Conjur nos EUA.

O Espaço Vital acrescenta: quem pode, pode! País sério, leis rigorosas, corruptos presos. É importante lembrar que nos EUA nenhum advogado privado trabalha para criminoso que não consiga explicar a origem lícita do dinheiro que remunerará o desempenho advocatício.

Comparando, então, comportamentos brasileiros e estadunidenses – advogado dos EUA que aceitar pagamento com dinheiro obtido ilegalmente pelo cliente, torna-se cúmplice do ilícito praticado. E passa a ser tratado como parte de uma quadrilha.

No Brasil é diferente: o dinheiro que advogados criminalistas recebem não se confunde com o dinheiro de seus clientes...