Cristian Cravinhos é condenado a 4 anos e 8 meses por tentativa de suborno


Cristian Cravinhos, 43 de idade atual, um dos autores dos crimes no caso Suzane von Richtofen – ocorridos em 31 de outubro de 2002 - foi condenado na segunda-feira (8) , no Fórum de Sorocaba, a quatro anos e oito meses de prisão, em regime fechado pelo crime de corrupção ativa. Cravinhos já havia cumprido parte da pena após a condenação a 38 anos e meio de prisão pela morte de Manfred e Marísia Von Richthofen – e, assim, estava em regime aberto.

A nova condenação se refere a uma tentativa de suborno feita por Cristian a policiais militares para que não fosse preso em um bar de Sorocaba, no interior de São Paulo. O fato ocorreu no dia 17 de abril de 2018. Na ocasião, Cravinhos – abordado após agredir a mulher com quem matinha relacionamento - foi detido com munição calibre 9 milímetros, de uso restrito, sem ter autorização. Nas mesmas circunstâncias, ofereceu o valor de R$ 1.000,00 aos policiais militares para que não o prendessem.

Cravinhos negou as acusações de agressão, porém quando os policiais pediram a documentação, verificaram de quem se tratava de Cristian Cravinhos. Questionaram, então, se o acusado estava com o alvará de progressão do regime – a resposta foi negativa.

De acordo com a nova decisão judicial, Cravinhos iniciará o cumprimento da pena no regime fechado, em razão da reincidência e das circunstâncias judiciais desfavoráveis.

"O réu permanece preso cautelarmente desde 18 de abril de 2018 e, considerando o montante da pena aplicada, observo que ele ainda não cumpriu 1/6 (um sexto) de sua pena privativas de liberdade durante o curso do processo, motivo pelo qual não faz jus à adequação, permanecendo o regime inicial fechado", diz a decisão. Esta estabeleceu também que o réu não poderá apelar em liberdade.

Na decisão a magistrada Margarete Pellizari afirma que "a custódia deve de ser mantida, pela necessidade de garantia da ordem pública, levando-se em conta o desrespeito à Justiça e, mais ainda, a uma das mais respeitáveis instituições, a Polícia Militar".

O julgado monocrático arremata que Cravinhos “foi condenado a altíssima pena por crime de homicídio triplamente qualificado e, em cumprimento de pena, livre por concessão de benesse executória, voltou a ser condenado por tentativa de corromper dois agentes públicos".