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Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017

E se marchássemos contra o silêncio do Judiciário?



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Por Luiz Mário Seganfreddo Padão (OAB/RS 33.602), advogado

E se marchássemos contra o silêncio do Judiciário? Contra os inúmeros processos entulhados nos escanhinhos e escrivanias dos serventuários de Justiça? Contra a absoluta desestrutura que corrompe os sonhos de última esperança em um Estado democrático? Contra a passividade em que juízes, promotores e nós, advogados, num contexto judiciário inerte e absolutamente falido, assistimos atônitos, no passar dos dias, os percalços processuais de um sistema engessado e não funcional ? Sistema que tirou não só a crença de sua população, mas dos próprios operadores do Direito ?

A quem interessa a falência do Poder Judiciário? A quem interessa a aprovação da PEC nº 37?

Há um grito geral da população contra tudo e contra todos, por anos de inércia e usurpação da inteligência alheia, em conluios políticos e de empresários, na ganância e no afã de projetarem lucros cada vez maiores, sem uma contrapartida digna a nós, “simples mortais”.

Quem marcha? E por que marcham?

Os estudantes, mais uma vez, levantam a bandeira do País para que possam ter a possibilidade de concretizar seus sonhos no desejo imaginário de um futuro melhor, sem medo, sem partido, sem compromisso, com a coragem que nos faz refletir minimamente do porquê somos tão omissos com tudo de errado que nos cerca.

Dos políticos que são execrados e muitos execráveis e que voltam à mídia, com a mesma normalidade e aparência de dignidade, de homens de bem que retratam a “injustiça” ao qual foram submetidos. Da falta de imparcialidade existente em muitos meios de comunicação. A quem interessa tudo isso?

Quem acredita na possibilidade de um juiz analisar uma carga de trinta mil processos a que é submetido? Como exemplo nas varas da Fazenda Pública de Porto Alegre/RS, como se pode admitir tal descalabro? Por que não reagimos!

Em tudo o que ocorre, no verbete popular, quem marcha é a população e está na hora de se sentir o peso que encerra esta longa caminhada, uma jornada de indignação, que deve buscar a ampla reflexão para o bem de todos – e quem sabe, os operadores do Direito, conjuntamente, juízes, advogados, promotores e servidores em geral, possam iniciar essa jornada visando resgatar o Poder Judiciário e recolocá-lo como uma verdadeira Pilastra de um Estado democrático de direito.


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