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Sexta-feira, 24 de Março de 2017

CNJ e tribunais firmarão "protocolo da agilidade"



Kauer@kauer.com.br

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Desculpem a brincadeira, mas...justiça brasileira rápida só mesmo como coisa imaginária de 1º de abril.

Há muitas explicações para a data ter se transformado no dia da mentira, ou dia dos bobos etc.

Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1º de abril.

Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fools' Day, na Itália e na França ele é chamado respectivamente "Pesce d'aprile" e "Poisson d'avril", literalmente "peixe de abril".
O "boimate" brasileiro...

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte.

A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente. (Fonte: Wikipedia).

O mais notável 1º de abril passado no Brasil foi o do boimate, uma notícia publicada pela revista Veja em 1983 - sem que ela se desse que o registro original era falso -
afirmando que cientistas alemães haviam criado um ser híbrido do boi com o tomate.

O erro foi publicado em abril de 1983, com base em um texto da revista semanal britânica New Scientist, traduzido a partir de uma piada publicada na semana do dia da mentira, prática tradicional na imprensa local. O artigo da revista britânica narrava um suposto experimento de dois cientistas alemães: Barry McDonald e William Wimpey (referências às redes de lanchonetes McDonald's e Wimpy); ambos seriam da Universidade de Hamburgo.

A revista brasileira caiu direitinho...

A técnica, de acordo com o texto, consistia em descargas elétricas sobre cultura de tomate e células bovinas, que ocasionavam a fusão de seu material genético. O resultado, após a fecundação da nova célula, era uma fruta de casca semelhante ao couro e com discos de proteína animal e tomate intercalados em seu interior.

Sem perceber que se tratava de uma brincadeira da revista inglesa, a Veja repercutiu o suposto experimento, apelidado de "boimate", afirmando que "a experiência dos pesquisadores alemães permite sonhar com um tomate do qual já se colha algo parecido com um filé ao molho de tomate".
Após repetidas manifestações negativas, a revista pediu desculpas aos leitores pelo "lastimável equívoco" - mas isso ocorreu apenas em sua edição de 6 de julho daquele ano.


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