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Sexta -feira, 18 Agosto de 2017

Ex-professora das filhas de Luis Fernando Veríssimo critica o cronista gaúcho



Arte EV sobre foto Uol

Imagem da Matéria

Na última quinta-feira (20), o jornal gaúcho Zero Hora publicou crônica em que Luis Fernando Verissimo informa – comparativo - que não vê diferenças entre manifestações de rua contra o atual governo e matilhas de vira-latas.

No mesmo dia, a leitora Rosália Saraiva, que foi professora – no Instituto de Educação de Porto Alegre - das filhas de Veríssimo, encaminhou ao blog do jornalista Políbio Braga uma carta endereçada ao pai das ex-alunas. (Políbio publicou a carta, mas não agregou comentários pessoais).

A crítica a Veríssimo – já repercutida também no espaço de Augusto Nunes, no saite da revista Veja – está ganhando geométrica repercussão.

Nunes fez um crítica pessoal a Veríssimo, avaliando que “a resposta, merecidíssima, é de envergonhar até quem perdeu a vergonha de vez”.

Segundo Augusto Nunes, “o rosnado de Verissimo nasceu do medo” (...) e “o fim da era lulopetista pode custar-lhe a liderança que ocupa no ranking dos autores mais didáticos do Ministério da Educação”.

E foi além: esse possível rebaixamento de Veríssimo na lista dos escritores federais “oferece motivos de sobra — milhões de motivos — para que um cachorrinho de madame vire candidato a pitbull de quadrilha”.

Leia a carta aberta da professora Rosália Saraiva:

Prezado LF Verissimo:

Na crônica com o título ‘O Vácuo’, comparaste os manifestantes contra o governo aos cachorros vira-latas que, no passado, corriam atrás dos carros, latindo indignados. Dizes que nunca ficou claro o que os cães fariam quando alcançassem um carro, por ser uma raiva sem planejamento. E que os cães de hoje se modernizaram, convenceram-se de seu próprio ridículo, renderam-se ao domínio do automóvel.

Na tua infeliz e triste comparação, os manifestantes de hoje são vira-latas obsoletos sitiando um governo que mais se parece com um Fusca indefeso, que sabem o que NÃO querem – Dilma, Lula, PT – mas não pensaram bem NO QUE querem no seu lugar.

Como um velho e obsoleto cachorro vira-lata, quero te latir (não sei se entendes a linguagem de cachorros) algumas coisas:

1. Independentemente das motivações de cada um, tenho certeza de que todos os cachorros na rua correm em busca dos sonhos perdidos, que, em 13 anos, foram sendo atropelados não por um Fusca indefeso, mas por um Land Rover de corrupção, imoralidades, mentiras, alianças políticas espúrias, compras de pessoas, impunidade, incitação à luta de classes, compra de votos com o Bolsa Família , desrespeito e banalização da vida pela falta de segurança e de atendimento digno à saúde, justiça falha, etc, etc.

2. Se os cachorros se modernizaram e pararam de correr atrás do carro, não foi por se convencerem do próprio ridículo. Foi porque não conseguiram nunca alcançar os carros e isso os desmotivou. Falta de planejamento, concordo. Mas os cachorros de agora aprenderam que se correrem juntos, unidos, latindo bastante atrás do carro, cada vez mais e mais, de novo e de novo, chegará uma hora em que o motor vai fundir. Eles vão alcançar o carro. O motorista vai ter que descer do carro e outro assumirá. Pior do que está não vai ficar, embora o conserto vá demorar muito. Não vai ser fácil, mas os vira-latas vão conseguir se organizar, pelo voto. Não pela ditadura.

3. Não é verdade que o latido mais alto entre os cachorros foi o de um chamado Bolsonaro. Acho que estavas na França gozando das delícias de um croissant na beira do Sena (enquanto os vira-latas daqui corriam atrás do osso perdido) e não viste os vídeos das manifestações. Se bem que a TV Globo e o Datafolha também não enxergaram nada. O que mais cresceu na manifestação foi uma certeza, a certeza que vai fazer esse país mudar: com essa Land Rover desgovernada não dá mais. Os cachorros com seus latidos unidos jamais serão vencidos. E sabem que mais dia, menos dia, esse carro vai parar. É assim que começa, pena que eles não acreditem. Não vai ter mais dinheiro pra comprar brioches para o povo. E o número de vira-latas vai aumentar muito. Quem comandará a corrida? Não sei, só sei que prefiro ser um vira-lata à moda antiga do que um vira-lata moderninho que se rende a uma Land Rover.

4. Te enganas quando dizes que os cachorros de antes corriam atrás dos carros porque a luta era outra. Não, a luta é a mesma, o contexto é diferente. Os cachorros não querem um passaporte bolivariano. O vácuo vai ser preenchido, não te preocupes. Por quem for necessário e aceito, desde que não seja pelo exército do Stédile.

5. Em tempo: essa vira-lata que te fala foi professora dos tuas filhos no antigo e admirável Instituto de Educação. Lá aprendi que é importante latir não por latir, mas para defender os sonhos possíveis. E teus filhos devem ter aprendido muita coisa com os meus latidos. Continuo latindo, agora na rua, para derrubar o que acredito ser um mal nesta nação arrasada: a corrupção e, mais do que isso, um governo corrupto, que perdeu totalmente a vergonha. Eles criaram um “vácuo” de imoralidade e de incompetência que vai ser difícil de recuperar. Mas, vamos conseguir!

Rosália Saraiva. 

Leia a crônica de Luis Fernando Veríssimo, publicada em Zero Hora, no dia 20 de agosto:

O vácuo

Houve um tempo em que os cachorros corriam atrás dos carros. Era uma cena comum: vira-latas perseguindo carros, latindo, como se quisessem expulsar um intruso no seu meio. Às vezes, viam-se bandos de cães indignados perseguindo carros que passavam e dava até para imaginar que um dia conseguiriam alcançar um, dos pequenos, pará-lo, cercá-lo e... E o quê? Comê-lo?

Nunca ficou claro o que os cachorros fariam se alcançassem um carro. Era uma raiva sem planejamento. (Hoje, a cena de cachorros correndo atrás de carros é rara. Os cachorros modernizaram-se. Renderam-se ao domínio do automóvel. Ou convenceram-se do seu próprio ridículo).

Os manifestantes contra o governo sabem o que não querem - a Dilma, o Lula, o PT no poder -, mas ainda não pensaram bem no que querem. Se conseguirem derrubar o governo, que cada vez mais se parece com um Fusca indefeso sitiado por cães obsoletos, o que, exatamente, pretendem fazer com o vácuo? A política econômica atual é um sonho neoliberal. Seu oposto seria uma volta à política econômica pré-Levy?

Dependendo de como for impedida a Dilma, o vácuo pode ser preenchido pela ascensão do vice-presidente (tudo bem), pelo eleito num novo pleito (seja o que Deus quiser) ou pelo Eduardo Cunha (bate na madeira). O que os manifestantes preferem? A raiva precisa de um mínimo de previsão.

Uma parte dos manifestantes não tem dúvida do que quer. Da primeira grande manifestação de 2013 passando pelas duas deste ano, o que mais cresceu e apareceu foi a linha Bolsonaro, que pede a volta da ditadura militar e lamenta, abertamente, que os militares não tenham matado a Dilma quando tiveram a oportunidade. Por sinal, o Fernando Henrique talvez se lembre que o Bolsonaro disse a mesma coisa a seu respeito. Mas, enfim, as guerras fazem estranhos aliados.

Sugiro a quem se preocupa com o momento nacional que faça um pouco de arqueologia histórica para manter as coisas em perspectiva. Procure na imprensa da época a reação causada pela marcha da família com Deus pela liberdade contra a ameaça comunista. Também foi uma manifestação enorme, impressionante. E foi o preâmbulo do golpe de 64, e dos 20 anos negros que se seguiram e hoje tanta gente quer ver de novo.

Pode-se argumentar que os tempos eram outros, tão distantes que os cachorros de então ainda corriam atrás de carros, e a luta era outra. Mas o triste é que ainda é a mesma luta.


Comentários

Giselda Gravina Kunzler - Professora Estadual Aposentada 31.08.15 | 19:03:42
Esta crônica já é um motivo mais que suficiente para eu deixar de ler as próximas. Achava bastante interessante ler todas as colunas que LFV escreve nos nossos meios de comunicação, mas ultimamente  estava observando que elas apresentavam um enorme vácuo, vazio, sem sentido.
Rômulo Escouto - Advogado 29.08.15 | 16:09:49
Maurício Almeida salientou que o Espaço parece estar se tornando mais um espaço anti-governo. É bem mesmo o que parece, mas acredito que o mais importante tenha sido dito por Rafael Bassuino, ou seja, o problema é de interpretação de texto. Talvez a professora tenha respondido por impulso, antes de fazer a leitura correta, por isso inverteu alguns conceitos.
José Pontedura - Advogado E Contador Aposentado 29.08.15 | 10:32:41
Brilhante a resposta da ilustre senhora Rosália Saraiva. Essa, sim, pode se chamar de celebridade. Nota dez! Disse tudo o que penso. Enganei-me com o sr. Veríssimo. Tinha em meu juízo como pessoa equilibrada, imparcial, etc. etc. Lamentavelmente ele como outros que conhecemos e se dizem "da esquerda, comunistas", gostam de beber vinho em Paris e por lá ficarem meses, gozando das maravilhas da cidade luz. Será que o sr. Veríssimo surtou ou foi sempre assim?
Marcelo Remião Franciosi - Administrador 27.08.15 | 17:00:37
Nunca é fácil viver na sombra do pai. Ainda mais de um que descreveu tão bem a matiz do povo gaúcho. O certo que é que hoje é preciso aprender a viver com as críticas mais duras por conta de um fenômeno chamado de opinião política. As manifestações que tenho participado são um espetáculo da democracia, a qual imagino que ele defenda. Caso contrário, é só um sonhador, como o seu pai foi. Se fosse descrever o Brasil, quem seriam os seus heróis ? E os seus vilões?
Miguel Robales - Médico 27.08.15 | 10:29:53
Veríssimo é um ex-escritor, integrante da chamada esquerda caviar. Bem pago, a serviço do PT. Anda de Land Rover, come croissant à beira do Sena em Paris e detesta brasileiros. Não quer perder a "boquinha" do MEC, de quem recebe o dinheiro que lhe garante o caviar de cada dia. Segue a política de Stalin: ao primeiro escalão de esquerda, tudo; para o resto, nada! Quero ver o que vai fazer quando os vira-latas passarem a mordê-lo...      
João Fernandes Lucho Melgarejo - Advogado 26.08.15 | 15:30:30
O texto publicado em Zero Hora, pelo colunista, está absolutamente correto; talvez algum rebusque tenha dado margem a algum desencontro de leitura. Visível na carta da professora, o ranço da direita, Aliás, tendo tornado público o teor por intermédio do jornalista Políbio Braga, não é preciso acrescentar muito, nem nada referir sobre Augusto Nunes; ambos sao opiniões bem conhecidas. Talvez a professora prefira a volta dos anos de chumbo. mas hoje pelo menos podemos externar nossas opiniões!
Lucas Eduardo Miranda - Comerciante 26.08.15 | 14:03:04
 Está sendo infeliz o Luiz Fernando Veríssimo, ao defender esse governo de ditadura branca. E só pode ser por algum interesse, pois é inacreditável que um homem com a capacidade e inteligência desse senhor possa defender esse governo que aí está. O cronista perdeu a oportunidade de ficar calado, ou de participar de um manifesto de um povo que se sente traído pela mentira e incompetência de um governo mal intencionado e corrupto. Somos, sim, cães vira latas lutando contra esses pit-bull que nos infernizam.
Sérgio Gonçalves Neto - Advogado 26.08.15 | 10:50:49
Esse senhor Veríssimo deveria ser banido da Literatura Brasileira. O Brasil não merece isso! Mesmo no exercício do contraditório e na convivência pacífica que uma democracia requer e prega, acredito que esse cronista deveria se mudar para a França e gozar dos benefícios de um país culturalmente avançado, digno de um ser extraterrestre como ele, que não consegue enxergar o óbvio.
Luiz Mário Andrioli - Industrial 26.08.15 | 09:05:13
Luiz Fernando Veríssimo me faz  lembrar a Magda D'Antibes. Só está faltando um Kaco para mandar calar a boca! Aproveita e faz uma musiquinha com o Chico!!!
Edson Francisco Rocha Filho - Advogado 26.08.15 | 08:56:04
Saudades da Velhinha de Taubaté! Acho que quem não evoluiu com o tempo foi o Luis Fernando Veríssimo...
Domingos Alexandre - Bel. Em História 26.08.15 | 08:52:01
Concordo totalmente com o texto do Veríssimo e também recomendo "arqueologia histórica".
Paulo De Assis Bergman - Servidor Público 25.08.15 | 18:14:52
Augusto Nunes não é um dos expoentes da maior revista de fofoca do país, que a torto e a direito é obrigada a desmentir o mentido? Na manifestação do mencionado mequetrefe, colhe-se, com rara oportunidade, exemplo que se amolda com perfeição à reportagem do Caderno Vida (ZH, 22/08/2015, p. 4-5), sob o título de "Relação Instigante", em que investigada a existência de um eixo cérebro-intestino. No caso, em sentido inverso. Não vale uma unha encravada de LFV.
Flavio Mansur - Advogado 25.08.15 | 18:07:48
Parabéns à professora. Apenas saliento que acabou batendo em cachorro morto. Quem lê o filho do Érico?
Rafael Bassuino - Advogado 25.08.15 | 17:03:49
Olha, o problema aqui, em verdade, é de interpretação de texto. Ou, mais provável, de fanatismo político.
Roberto Ritter Von Jelita - Procurador Federal 25.08.15 | 15:54:06
Sabe aqueles cinco minutos de nossas vidas, em que fazemos coisas impensáveis, ridículas e burras? Só pode ser isto que ocorreu com Luis Fernando Veríssimo, quando escreveu a crônica O VÁCUO...
Adroaldo F. Fabrício - Advogado 25.08.15 | 15:07:15
Talvez Dona Rosália tenha batido um pouco forte demais, mas tem razão no essencial. Gosto muito do LFV como escritor e como gente, mas acho mesmo que, tendo ele matado a Velhinha de Taubaté, pôs no lugar o Velhinho da Felipe de Oliveira, com sinal trocado. Lembro de ter lido, dele, há décadas, que tomava vinho nacional Santa Úrsula e não francês, "mas o socialismo corrigirá isso". O capitalismo corrigiu...
Vera Dietrich - Advogada 25.08.15 | 14:09:54
Li a crônica do Veríssimo e a carta aberta da professora indignada. À primeira vista, lendo a crônica, minha indignação fluiu solta. Depois, relendo, acho que entendi um pouco o que Veríssimo, com pouca sensibilidade e palavras mal escolhidas, verdade, quis dizer: nós, os "cachorros modernos" realmente não sabemos bem o que queremos. Mas, com certeza, sabemos o que não queremos: a continuidade no poder dessa corja que se instalou no Brasil. Sendo o texto de Veríssimo, era de se esperar algo melhor.
Maurício Almeida - Advogado 25.08.15 | 14:04:38
Não entendi muito bem o propósito dessa publicação do Espaço Vital. Não é um saite de notícias jurídicas? Ou o Espaço Vital também virou um folhetim anti-governo?
Joao Jeronimo Rego Das Neves - Advogado 25.08.15 | 12:51:59
Alguns bandidos tomaram conta de um partido outrora sério. A partir daí, as pessoas de bem foram se afastando e mais bandidos foram guindados aos cargos diretivos. Instalaram a mentira e a nomeação para cargos como artifícios para permitir e encobrir suas fraudes e apropriações indébitas do dinheiro público. Ficaram os facínoras, os beneficiários (nomeados, usufrutários medíocres da Lei Rouanet e outros), e os inocentes úteis - cada vez em menor número) a querer solapar o Pátria
Hamilton B Martins - Advogado/corr.imoveis 25.08.15 | 12:20:41
Viver em democracia é ter liberdade de expressão. Sempre fui leitor dos livros de Erico Vérissimo. Já o filho Luiz Fernando é um cronista e um escritor bastante criativo. Mas ao se referir figuradamente na sua crônica, feriu suscetibilidades. Mas vejo isto como posicionamentos politicos de parte a parte o que sempre ocorreu e ocorrerá. Óbvio que formar opinião, sempre haverá uma contradita de outra ponta. Sem entrar no mérito, entendo que coube a réplica. Haverá a tréplica?
Rejane De Souza - Advogada 25.08.15 | 11:49:58
Impossível resposta melhor a quem, hoje não passa de um vencido (=corrompido) pelo sistema de uma pseudo esquerda, formada por intelectuais de carteirinha e não de pensadores para construção de uma sociedade melhor. Certamente o verdadeiro Veríssimo, o pai, não se curvaria pelo conforto do dinheiro. Sim, basta cotejar as antigas crônicas do filho de Veríssimo, com atuais. Aliás, a crônica do filho de Veríssimo retrata com nitidez o pensamento bolivariano que comanda o Brasil.
Helio Campos - Advogado 25.08.15 | 10:33:30
Tenho o prazer de, há mais de 13 anos, não mais ler nada do que esse citado cronista escreve, cujo pai, que tantas lembranças deixou arraigada na nossa cultura, acredito que não partilharia da sua ideia nefasta, anacrônica e desrespeitosa com qualquer cidadão brasileiro. Nem Cuba gostaria de ter um reacionário de tal quilate. Por idéias de pessoas como a do indivíduo (que se intitula "cronista"), é que os ´bolssonaro da vida´ conseguem repercussão.
Paulo De Assis Bergman - Servidor Público 25.08.15 | 10:32:39
Causa-me espécie que a professora, dublê de "pet", tenha latido para Políbio Braga que, s.m.j., desde muito corre atrás de autos que estampam a estrela do PT, e não, como seria razoável supor, dirigir seus ladridos ao próprio colunista. De outra parte, é pertinente a advertência de que agosto, por estas paragens, é mês de cachorro doido e, pelo visto, a canzoada anda excitadíssima. Menos, profi. Menos.
Jose Mario De Boni - Advogado 25.08.15 | 09:45:15
A cronica do Veríssimo não é de molde a gerar uma resposta com esta. A resposta mostra mais uma mágoa que uma realidade, dado que a politica brasileira hoje, não tem um partido, um modelo ou um candidato que possa dar esperanças ao povo. Temos grupos ou melhor, quadrilhas que se aliaram para partilhar o espólio, e se os cachorros conseguirem pegar o carro, ficarão se mordendo entre si sobre quem ira conduzi-lo. Na verdade nos sobra indignação e falta união. 
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