Ir para o conteúdo principal

Sexta-feira, 24 de Março de 2017

Impostômetro de Porto Alegre mostra a voracidade tributária no Brasil



Fredy Vieira – Jornal do Comércio

Imagem da Matéria

Quem passar pelo Viaduto da Conceição, em Porto Alegre, terá acesso à informação sobre o total de impostos pagos ao longo do ano pelos contribuintes brasileiros nas três esferas de governo no País. Somando tributos municipais, estaduais e federais foram arrecadados, em 2016, mais de R$ 1,656 trilhão até as 21h desta quinta-feira (03) alerta o painel do Impostômetro implementado no alto do prédio do Sistema Fecomércio-RS, no Centro da Capital.

Segundo o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn, a iniciativa busca conscientizar as pessoas sobre a alta carga tributária paga aos cofres públicos, cada vez que se compra um produto ou serviço. "Esse montante deveria ser revertido à sociedade, com investimento em saúde pública, educação e segurança, por exemplo", destaca o dirigente, que considera que - na contramão - o valor "astronômico" tem sido mal aplicado pelo poder público.

As informações são do Jornal do Comércio, de Porto Alegre, em sua edição desta sexta-feira (04). A matéria é assinada pela jornalista Adriana Lampert.

A ideia - segundo Bohn - é incentivar que a população permaneça alerta para os investimentos com o dinheiro originário de impostos, "funcionando como verdadeira fiscal dos gestores públicos".

A presidente da Federasul, Simone Leite, lembra que “toda a arrecadação é fruto do trabalho das pessoas, incluindo os empresários – no entanto, os serviços prestados pelos governos são muito ruins". A entidade apoia a iniciativa da Fecomércio-RS, que integra a campanha ´Basta de Tanto Imposto´, deflagrada por entidades empresariais no ano passado.

O Impostômetro considera todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo a título de tributos: impostos, taxas e contribuições, incluindo as multas, juros e correção monetária. Para o levantamento das arrecadações federais, a base de dados utilizada é da Receita Federal do Brasil, da Secretaria do Tesouro Nacional, da Caixa Econômica Federal, do Tribunal de Contas da União e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As receitas dos Estados e do Distrito Federal são apuradas com base nos dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), das Secretarias Estaduais de Fazenda, Tribunais de Contas dos Estados e Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

As arrecadações municipais são obtidas através dos dados da Secretaria do Tesouro Nacional, dos Municípios que divulgam seus números em atenção à Lei de Responsabilidade Fiscal e dos Tribunais de Contas dos Estados.

Além dos contadores que se alteram a cada segundo, o Impostômetro mostra a efetiva participação dos entes federativos na arrecadação total de tributos, bem como a metodologia utilizada na coleta das informações. Antes mesmo da instalação do painel eletrônico, a Fecomércio-RS já publicava os dados no site oficial da entidade. A redução de impostos é uma das principais bandeiras dos empresários gaúchos, que defendem a racionalização dos tributos através de uma reforma do sistema tributário brasileiro. 


Comentários

Osvaldo Agostinho Dalla Nora - Advogado 07.11.16 | 09:38:16
O que me preocupa é a sonegação, causa principal dos altos impostos. Ao adquirir um bem ou serviço,o cidadão paga o imposto que está embutido e depois sonegado pelo empresário, o mesmo que demagogicamente divulga isso aí. Para isso deveríamos copiar países como EUA onde o empresário vai em cana MESMO. A sonegação diária no Brasil soma mais de R$ 1,5 BI, que se fosse arrecadado poderia reverter em benesses para o povo e diminuição da carga tributária. Vejam em www.quantocustaobrasil.com.br/
Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Isenção de Imposto de Renda para quitar segundo bem

O ganho de capital nas operações de alienação de imóvel (art. 39 da Lei nº 11.196/05), também é válido para os casos de venda de imóvel residencial com o objetivo de quitar débito remanescente de aquisição a prazo ou à prestação de imóvel residencial já possuído pelo contribuinte.

Incidência do ICMS sobre a assinatura básica de telefonia

STF reforma julgado do TJ gaúcho, em recurso do Estado do RS, em ação contra a Oi: “o imposto incide sobre a tarifa de assinatura básica mensal cobrada pelas prestadoras de serviços de telefonia, independentemente da franquia de minutos concedida ou não ao usuário”.