Ir para o conteúdo principal

Sexta-Feira, 22 de Dezembro de 2017

Senhora advogada, procure um advogado!...



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

Uma advogada defende, na tribuna do TJ, uma pretensão recursal absolutamente implausível. A qualidade da sustentação oral dela é ainda pior do que a tese. Por essas e outras, perde à unanimidade.

A advogada fica sem graça, levanta, vai em direção à cadeira em que está sentado o presidente da câmara e sussurra alguma coisa ao ouvido do magistrado. Este é reconhecido por ser erudito, mas sempre extremamente crítico e cáustico.

O presidente cochicha de volta – sem esconder um sorriso irônico - e a jovem advogada sai, estonteada, errando as portas.

A câmara faz um intervalo de cinco minutos, ocasião em que o desembargador revisor pergunta ao presidente o que ele e a advogada haviam recém falado. Reproduz, então, o diálogo havido pouco antes.

- E agora, doutor, o que é que eu faço?

E ele:

- Sugiro que a senhora procure um advogado...


Comentários

Antonio Segetto - Contador 21.02.17 | 11:21:22
Matheus está querendo ser politicamente correto e distorceu o relatado.
Iolanda Ramos Noble - Advogada 21.02.17 | 10:40:52
E o que se pode fazer com juiz que não sabe contar prazo e nem distinguir competência!?  Manda-se que ele procure um cursinho preparatório da magistratura. Pode ser?
Matheus Bringhenti Dal Bosco - Advogado 21.02.17 | 09:05:58
Sou leitor do Espaço Vital há algum tempo, e nunca tinha me deparado com algum texto que merecesse críticas, até agora. Esse "romance" possui cunho discriminatório para com as mulheres advogadas, dando a entender que a mulher advogada não tem competência para sustentar oralmente em um tribunal, necessitando de um advogado (frise-se, advogadO) para defender seus direitos. A OAB tanto luta para extinguir qualquer tipo de discriminação, não acho que esse texto contribua com isso.
Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Charge de Gerson Kauer

Predileção por lâmpadas vermelhas

 

Predileção por lâmpadas vermelhas

O equívoco cometido por um juiz que se preparava para assumir a jurisdição. Era meados de dezembro. Ao, pela primeira vez, subir a Serra Gaúcha, “encantou-se” com insinuantes luzes vermelhas que adornavam a fachada da casa de uma tradicional família italiana.

Charge de Gerson Kauer

O que (também) se faz no casamento?

 

O que (também) se faz no casamento?

Era o julgamento de uma apelação que buscava a anulação de um casamento, porque o homem se recusava ao relacionamento sexual. Até que o desembargador vogal descontraiu a discussão jurídica: “Dentre as finalidades do casamento está o relacionamento sexual - embora ninguém case só para isso, mas case também para isso”.

Charge de Gerson Kauer

Audiência de acareação

 

Audiência de acareação

Defronte ao juiz, no foro e perante os habituais personagens da cena forense, quase um engano atroz da idosa vítima de um crime sexual. Ela não identifica o preso como o autor da violência. E, espantosamente, ela passa a desconfiar do advogado de defesa!...

Charge de Gerson Kauer

O advogado, a juíza e o galo eficaz

 

O advogado, a juíza e o galo eficaz

É época de grande feira de tecnologia agropecuária e agroindustrial. Um profissional da advocacia (também exitoso fazendeiro e ágil criador e exportador de galinhas) está junto ao balcão do bar do hotel cinco estrelas, empunhando uma taça de champanhe. De repente, aproxima-se uma magistrada – conhecida dele - que denotava felicidade.

Charge de Gerson Kauer

Sexo tântrico interrompe festinha infantil

 

Sexo tântrico interrompe festinha infantil

De repente, bateu o telefone no quartel da Brigada, numa cidade da fronteira gaúcha. A voz reclamante denotava irritação: “Tem um casal tarado, fazendo sexo de tal jeito, na casa aqui ao lado, que está escandalizando as crianças que vieram ao aniversário do meu filho”.

Charge de Gerson Kauer

A banheira do Foro Central

 

A banheira do Foro Central

Em meio às obras de reforma do prédio antigo, a descoberta no subsolo: uma banheira! Não era nova, tinha indícios de uso, exibia arranhões – o que afastava especulações de que se tratasse de uma extravagância nova de algum ordenador de despesas. Então surgiram as brincadeiras compreensíveis que se misturaram a boatos absurdos.