Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira , 18 de setembro de 2018.

Senhora advogada, procure um advogado!...



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

Uma advogada defende, na tribuna do TJ, uma pretensão recursal absolutamente implausível. A qualidade da sustentação oral dela é ainda pior do que a tese. Por essas e outras, perde à unanimidade.

A advogada fica sem graça, levanta, vai em direção à cadeira em que está sentado o presidente da câmara e sussurra alguma coisa ao ouvido do magistrado. Este é reconhecido por ser erudito, mas sempre extremamente crítico e cáustico.

O presidente cochicha de volta – sem esconder um sorriso irônico - e a jovem advogada sai, estonteada, errando as portas.

A câmara faz um intervalo de cinco minutos, ocasião em que o desembargador revisor pergunta ao presidente o que ele e a advogada haviam recém falado. Reproduz, então, o diálogo havido pouco antes.

- E agora, doutor, o que é que eu faço?

E ele:

- Sugiro que a senhora procure um advogado...


Comentários

Antonio Segetto - Contador 21.02.17 | 11:21:22
Matheus está querendo ser politicamente correto e distorceu o relatado.
Iolanda Ramos Noble - Advogada 21.02.17 | 10:40:52

E o que se pode fazer com juiz que não sabe contar prazo e nem distinguir competência!?  Manda-se que ele procure um cursinho preparatório da magistratura. Pode ser?

Matheus Bringhenti Dal Bosco - Advogado 21.02.17 | 09:05:58

Sou leitor do Espaço Vital há algum tempo, e nunca tinha me deparado com algum texto que merecesse críticas, até agora. Esse "romance" possui cunho discriminatório para com as mulheres advogadas, dando a entender que a mulher advogada não tem competência para sustentar oralmente em um tribunal, necessitando de um advogado (frise-se, advogadO) para defender seus direitos. A OAB tanto luta para extinguir qualquer tipo de discriminação, não acho que esse texto contribua com isso.

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Charge de Gerson Kauer

O surpreendente maranhão

 

O surpreendente maranhão

O insólito acontecimento durante a protocolar audiência: na conciliação processual de um casal que se separara, surge à mesa um sugestivo artefato erótico de silicone. A juíza ameaça chamar a polícia. E a solução é esconder o objeto provocador do (suposto) prazer por baixo do paletó de um dos advogados.

Charge de Gerson Kauer

O juiz dono da bola

 

O juiz dono da bola

A história do magistrado que – num dos habituais jogos de confraternização da turma forense – foi atingido nos ´países baixos´ por um forte chute dado pelo promotor. E a sentença verbal, proclamada ali mesmo: “O jogo está violento, eu disse que não valia bomba. Então decido: a bola está confiscada pela Justiça”.O texto é do advogado Carlos Alberto Bencke.

Charge de Gerson Kauer

“O seu nome é Fátima, doutor?”

 

“O seu nome é Fátima, doutor?”

Há alguns nomes próprios que se prestam a confusões de gênero, como Darcy, Abigail e Nadir. Entretanto, não se conhece nenhum registro de homem chamado Fátima. Só que a jovem juíza faz uma pergunta típica à estultícia...

Charge de Gerson Kauer

Um motel na própria casa

 

Um motel na própria casa

O juiz lê a minuta de decisão - feita pela estagiária - em uma ação de interdição de Dona Amélia, 80 de idade. Na documentação, um detalhe chama a atenção: a assistente social relata que os vizinhos da idosa senhora informaram que, antes de a casa dela pegar fogo, ela – ali no próprio lar - alugava quartos para casais enamorados desfrutarem de momentos de prazer. 

Charge de Gerson Kauer

O perdão judicial

 

O perdão judicial

O que acontece, em média comarca gaúcha, quando o rígido e formal juiz descobre que ele e a esposa estão sendo espionados por um voyeur - cuja “arma” é uma verruma. O interrogatório sumário, a decisão de prender o abelhudo e a remissão de culpa – com a ordem de que o acusado sumisse imediatamente. O texto é do desembargador aposentado (TJRS) Vasco Della Giustina.