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Edição de sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018.

O deputado em lugar bem sabido



A juíza Carmen Carolina Cabral Caminha, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, revogou sua própria decisão e tornou nula a citação por edital do deputado Edegar Pretto (PT), presidente da Assembleia Legislativa do RS. Ele foi tido por estar “em lugar incerto e não sabido”, depois de repetidas tentativas feitas pelo oficial de justiça Alcides Mércio Vicente, ao longo de 18 dias (maio e junho do ano passado) de encontrar o político.

Detalhe: a magistrada tomou conhecimento da curiosa citação editalícia, expedida pelo cartório da vara em que ela é titular, ao ler o Espaço Vital.

O deputado Pretto será procurado de novo (quando?) nos próximos dias. Então poderá, em 15 dias, na sua defesa na ação popular ajuizada pelo advogado Pedro Lagomarcino – explicar porque pretende, a um custo alegado de mais de R$ 1 milhão – que o Estado patrocine a vinda de Evo Morales, presidente da Bolívia, a Porto Alegre para receber o “Mérito Farroupilha”.

A propósito, a ação popular acima já tem um ano e um mês de existência e está com pinta de, também, virar tartaruga forense.

Depois da última decisão da magistrada, o processo aguarda para que o cartório expeça o novo mandado. É assim que a coisa não anda. (Proc. nº 11600085564).


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