Ir para o conteúdo principal

Sexta-Feira, 22 setembro de 2017

Rodrigo Maia diz que “a Justiça do Trabalho não deveria nem existir



Charge de Gilmar (gilmar.zip.net)

Imagem da Matéria

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu fortemente a mudança da legislação trabalhista na quarta-feira (8), e, ao reclamar do excesso de regras para a relação entre patrão e empregado, sugeriu que a Justiça do Trabalho “não deveria nem existir”. Contrariado com a proposta de reforma considerada “tímida” produzida pelo governo, Maia disse que a Câmara deve dar “um passo além” e até desagradar ao presidente Michel Temer.

Segundo o deputado, “apesar de o governo tentar nos convencer que devemos votar o texto que veio, eu acho que não. Acho que há temas em que precisamos avançar, como o trabalho intermitente e outras questões”. Para ele, “há um consenso da sociedade que esse processo de proteção (do trabalhador) na verdade gerou desemprego, insegurança e dificuldades para os empregos brasileiros. Então nós precisamos ter a coragem de dizer isso”.

Com tom crítico acima do visto no governo, o presidente da Câmara defendeu que “o excesso de regras no mercado de trabalho gerou empregos de investidores brasileiros no exterior, gerou 14 milhões de desempregados no Brasil” - resumiu.

Além das regras, Maia também disparou contra a Justiça trabalhista. “Juízes tomando decisões das mais irresponsáveis quebraram o sistema de bar, restaurantes e hotel no Rio de Janeiro. O setor de serviço e de alimentação quebrou pela irresponsabilidade da Justiça do Trabalho no Rio” - disse. Por isso, destacou, foi preciso regulamentar temas curiosos como a gorjeta.

“Agora tivemos que aprovar uma regulamentação da gorjeta porque isso foi quebrando todo mundo pela irresponsabilidade da Justiça brasileira, da Justiça do Trabalho, que não deveria nem existir” - disse Maia em evento na inauguração do novo escritório da agência de notícias Bloomberg em Brasília.

Certo de que a Câmara deverá adicionar itens à proposta de reforma trabalhista, Maia já diz que a Casa vai “desagradar” ao presidente Michel Temer. “Infelizmente, o presidente Michel não vai gostar, mas acho que a Câmara precisa dar um passo além daquilo que está colocado no texto do governo”.

Leia nesta mesma edição do Espaço Vital:

Juízes do Trabalho reagem contra “críticas irresponsáveis” de Rodrigo Maia.


Comentários

Hélio J Schenkel - Advogado 13.03.17 | 10:42:49
 Esse Maia é nada menos que um imbecil. Entre tantos dessa sujeira que é o Congresso e o (des) governo nacional.
Paulo Antônio Gabbardo - Advogado 11.03.17 | 23:32:43
Lamentável! Na medida que revelam o que pensam, os atuais políticos brasileiros, em sua maioria, demonstram que somos um país de terceiro mundo mesmo. Ora, como pode, o atual presidente da Câmara dos Deputados proclamar a volta da escravidão?! Lamentável!
Rodrigo Zampoli Pereira - Advogado 10.03.17 | 19:41:08
A Justiça do Trabalho é essencial e fundamental para a estabilidade da relação de emprego e trabalho, ainda mais com os artigos 769 da Consolidação das Leis do Trabalho combinado com o artigo 186 do Código Tributário Nacional. Exemplifico tudo o que eu disse. Perguntem aos empregados de DUAS GRANDES COMPANHIAS AÉREAS QUE NÃO VOAM MAIS se eles querem o fechamento da Justiça do Trabalho...
Charles Reis - Serventuário 10.03.17 | 13:35:02
Pela primeira vez concordo com esse mala...ops maia...KKKK O advogado Rafael aqui expôs com clareza.
Rafael De Faria Corrêa - Advogado 10.03.17 | 10:50:57
Concordo plenamente com a posição do presidente da Câmara Rodrigo Maia (nunca votei nele e nem pretendo votar) que a Justiça do Trabalho deveria não existir. O gasto total para manter a JT no Brasil é de aproximadamente R$ 18.000.000.000,00 (dezoito bilhões) e o total de demandas pagas anualmente é de aproximadamente R$ 7.000.000.000,00 (sete bilhões). Sendo assim o governo pagaria todas a demandas anuais e ainda lhe sobraria em torno de R$ 10.000.000.000,00 (dez bilhões)...
Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Será “mais barato” ofender um faxineiro, do que uma gerente

Uma loja tem um vendedor e uma gerente, ambos negros. Os dois foram discriminados racialmente por um superior hierárquico. O caso vai a Juízo. O tipo de ofensa praticada contra eles foi o mesmo, mas a indenização que cada um receberá será diferente. Interessante comparação feita pelo jornal paranaense Gazeta do Povo.

Não há prescrição contra o absolutamente incapaz

Bancário aposentado pelo BB sofria de esquizofrenia de origem laboral. Vitória da tese sustentada pela esposa: “a sentença de interdição é meramente declaratória, retroagindo ao momento da incapacidade”.