Ir para o conteúdo principal

Edição de sexta-feira , 25 de maio de 2018.

Servidor da Justiça do Trabalho do RS preso pela Polícia Federal



Foi preso ontem (14), pela Polícia Federal, um servidor da Justiça do Trabalho da 4ª Região (RS), por suspeita de falsificação de documentos públicos e tentativa de peculato. O nome dele não foi divulgado pela PF, nem pelo tribunal; este, todavia, confirmou a prisão.

O servidor é suspeito de falsificar papeis com o objetivo de sacar valores depositados em conta judicial vinculada a processo que tramita na Vara do Trabalho de Guaíba.

Esta presta jurisdição às questões trabalhistas dos municípios de Guaíba, Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Mariana Pimentel e Sertão Santana.

Ao tomar ciência dos indícios de crime, a juíza Julieta Pinheiro Neta adotou providências para evitar o saque dos valores. Segundo o TRT-4, “este não chegou a ser efetuado”.

A Administração do tribunal acionou a Polícia Federal, que realizou a prisão do servidor. Ele, simultaneamente, foi afastado de suas atividades. O TRT-4 instaurou processo administrativo disciplinar.

Em seu saite, o tribunal confirma a ocorrência e refere que “adotará todas as providências para apuração do caso e permanece à disposição das autoridades para prestar as informações necessárias à investigação”.


Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Passagens da sentença e as penas dos cinco condenados

Juíza Vanessa Silva de Oliveira escreve sobre o ex-colega Diego Magoga Conde: “A culpabilidade dele exacerbou o normal, porque o acusado era magistrado na comarca, de modo que, com muito mais vigor deveria respeitar o ordenamento jurídico e proceder com ética no exercício das atividades (...) Ademais, utilizou-se de conhecimentos técnico-jurídicos para obter vantagens ilícitas”. Não há trânsito em julgado. Leia trechos da sentença.

 

Imagens Google

   "Bandido de toga" em versão gaúcha

 

"Bandido de toga" em versão gaúcha

Seis anos e meio depois de uma investigação que causou bulício na Justiça Estadual do RS, surge a condenação – em primeiro grau – de um ex-juiz de Direito e seu ex-assessor, ambos da comarca de São Lourenço do Sul. Sentença também alcança o pai do juiz, e um casal de advogados. “O magistrado se mostrou influenciável por seu círculo e relações” – disse o primeiro relator do caso.

A história do advogado da faculdade de papel

A fraude, a conquista do império e a queda. Alguns tópicos sobre a trajetória de Faustino da Rosa Junior – agora suspenso pela OAB-RS - condenado por falsificar diplomas universitários.