Ir para o conteúdo principal

Terça Feira, 18 Julho de 2017
http://espacovital.com.br/images/mab_123_12.jpg

Sai o diretor de Tecnologia da Informação do TJRS



 A força da reclamação coesa dos advogados

A ´rádio-corredor´ do TJRS não fez segredo ontem: saiu (ou seria "caiu"?) o diretor de TI do TJ gaúcho Luis Felipe Schneider, que estava no cargo havia oito anos; em seguida assume Frederico Henrique Goldschmidt Neto, que era o supervisor de Informática do Tribunal de Contas do RS.

O demissionário (ou demitido) Schneider é servidor de carreira do TJRS, tendo assumido o comando do setor em 2008, substituindo Eduardo Arruda.

O agora novel Goldschmidt foi, antes, também gerente de redes na Universidade de Passo Fundo e analista de tecnologia do Banco do Brasil. Ele chega nesta terça-feira e se depara com um "tsunami advocatício" por enfrentar. É que na terça passada (11), mais de uma centena de advogados ao vivo e quase outros 10 mil, via Internet, "desancaram o pau", no tribunal.

Uma enquete publicada pelo Espaço Vital quatro dias antes da audiência pública revelou detalhes da bagunça informatizada. E hoje (18), neste mesmo saite, um artigo do advogado Carlos Thomas Albornoz - que tem proeminência na Ordem gaúcha e entende muito bem de processo eletrônico - desenha com cavalheirismo, mas com firmeza, o quadro caótico que leva os advogados ao estresse habitual.

Nessa audiência pública do dia 11, o desembargador Carlos Alberto Etcheverry, que representava o TJRS, admitiu que ele e seus colegas de Corte "não tínhamos a menor ideia do tamanho do grau da insatisfação dos advogados, que são nossos clientes".

Nessa conjunção, a ´rádio-corredor´ do TJRS complementou ontem que "Schneider deixou o cargo, porque a administração da Casa não era informada sobre a rotina dos problemas e só ficou sabendo da conjunção após a grita advocatícia".

No detalhe, a ´rádio-corredor´ da OAB-RS contrapõe: na data da audiência pública já estava alinhavada a unção de Goldschmidt para substituir Schneider. Tanto que aquele estava, como anônimo visitante, sentado na plateia da OAB, de olho vivo e ouvido ligado nas reclamações e críticas.

 O contraponto que não houve

O Espaço Vital pediu ontem (17) ao TJRS a manifestação sobre a saída, ou a queda, de Schneider, bem como uma manifestação escrita do desembargador Etcheverry sobre os planos da Corte estadual - mas não houve respostas.

Vai ficando, assim, incontestada a afirmativa feita pelo advogado Albornoz de que, em certos casos, o encaminhamento de uma petição eletrônica inicial chega a consumir meia dúzia de horas de espera.

E que a “instabilidade do sistema” é uma rotina. Oficial e consentida.

 Ficha delinquencial da política brasileira

A avassaladora “lista do Fachin” expõe delações de crimes cometidos por quantitativo contingente dos donos da política nacional. Levando-se em conta o “universo” total de cada grupo, e usando-se percentuais, chega-se às taxas setoriais de delinquentes políticos.

Elas correspondem a 29,6% de senadores (24 nomes), 44% de governadores (12 nomes), 28,5% de ministros (8 nomes), 7,6% de deputados federais (513 nomes), 100% dos ex-presidentes vivos (5 nomes) e 100% do presidente em exercício (1 nome).

Está confirmado, segundo a mesma lista que, na gestão do propinoduto, a Odebrecht não levava em consideração as ideologias conflitantes. A essência era direcionar a dinheirama conforme a avaliação da capacidade de os políticos a serem favorecidos ajudarem nos negócios.

Somente nos 76 inquéritos que ficaram no STF, há o envolvimento de 98 pessoas: 21 vinculadas ao PT; 17 ao PMDB; e 14 ao PSDB. Para esse grupo coeso na argentarismo foram destinados R$ 451.049.000,00. Embora se saiba que “caciques” recebem mais do que “índios”, a matemática é exata ao apontar que a média individual das “ajudas” foi de R$ 4.602.540,81. É grana para corrupto nenhum botar defeito.

 

 Com ou sem antecedentes?

Um julgamento no Tribunal Superior do Trabalho, na próxima quinta (20), vai definir se as empresas podem pedir negativa de antecedentes criminais antes de admitir uma pessoa. A decisão será dada por 17 ministros que compõem a Subseção de Dissídios Individuais do TST.

A rotina trabalhista atual admite a exigência da certidão em situações especiais, como na contratação de agentes de segurança.

Um dos polos da ação vê a exigência da certidão como “barreira à ressocialização do preso”.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

· Para relembrar a enquete do Espaço Vital sobre os problemas do processo eletrônico do TJRS, clique aqui.

· Seis horas de demora para conseguir protocolar uma petição eletrônica. Leia detalhes.


Comentários

Nedson Culau - Advogado 19.04.17 | 23:45:41
É impressionante o grau de ingenuidade  na declaração do desembargador de que "não tínhamos a menor ideia do tamanho do grau da insatisfação dos advogados, que são nossos clientes". Pareceme que a Exa. e seus colegas não possuem filhos, netos ou amigos labutando como advogados neste Estado.
Eliel Valesio Karkles - Advogado 18.04.17 | 12:28:45
Decididamente, o sistema de peticionamento eletrônico (se é que dá para se chamar assim) do TJRS é uma lástima. Não é de se estranhar quando alguns locais (Fórum de Porto Alegre) ainda aceita (ou exige..?) o envio de petição por "fax" (alguns nem sabem o que é isso...). Enquanto isso o TJRS se faz de desentendido e completamente omisso em resolver os problemas. Haja paciência!
Banner publicitário

Mais artigos do autor

Vergonhoso projeto de lei: a abertura aos partidos políticos da venda de vagas para a imunidade

·      Deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) quer um adendo na reforma política: impedir a prisão de presumíveis candidatos até oito meses antes das eleições.

·      Receita Federal estuda abocanhar parte dos R$ 4.377 do “auxílio-moradia”.

·      OAB não poderá interferir em núcleos universitários de práticas jurídicas.

·      O crescente mercado das tornozeleiras eletrônicas.

·      Não cabe à OAB regulamentar regras sobre o funcionamento de núcleos de prática jurídica para estagiários.

Lula: o “chefe da quadrilha”, ou “o cara”?...

• Depois dos elogios de Obama em abril de 2009, agora o afago é de Evo Morales: “Ao irmão Lula da Silva, o nosso apoio”.

• Quinze anos após chegar à Presidência pelo voto dos mais pobres, a condenação por se corromper pelo dinheiro dos ricos.

• Dependendo de quem for o próximo presidente, não haverá passagem de faixa presidencial; a troca será de tornozeleira eletrônica.

O Congresso que rouba, investiga e absolve!

 Uma frase de Millor Fernandes, dita em 2011, continua atualizadíssima, seis anos depois.

  55.402 brasileiros abandonaram oficialmente o País em três anos.

 Ibope afere a força da Chapecoense: mais seguidores do que Fluminense e Botafogo somados.

Afinal, mudanças na escolha dos ministros do STF

• Mandato de dez anos, proibida a recondução. Lista tríplice a ser enviada ao presidente da República será formada por um colegiado de sete pessoas (sem políticos), do qual fará parte o presidente do CF-OAB.

•  Eduardo Cunha perde ação contra O Globo.

 Jeitinho na Câmara para mexer na delação premiada.

 Depois do “Fora Temer”, uma novidade: “Fora, Rodrigo Maia”.

Planos de saúde querem abocanhar ainda mais

 Depois de elegerem 29 deputados federais e três senadores - e terem lucro com salto de 66% em 2016 - operadoras atuam no Congresso com três objetivos: menor regulação do setor, desvinculação do CDC e redução dos itens de cobertura.

 Membros do MP e magistrados também passarão por detector de metais.

 Quem deve ir para a cadeia: Lula ou Temer? Veja o que uma pesquisa apurou.

 Escritórios de advocacia devem recolher imposto sobre serviços (ISS) com base em valor fixo anual, estabelecido de acordo com o número de profissionais, e não sobre o faturamento bruto mensal