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Edição de Terça-feira, 24 de abril de 2018.
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Se Deus colocou Temer na Presidência, por que diabos Ele fez isso com a gente?



Chargista Duke

Imagem da Matéria

 

 Coisa de Deus?

Michel Temer disse no seu pronunciamento, de seu orgulho de ser presidente: “Para mim é algo tocante, é algo que não sei como Deus me colocou aqui”.

A rádio-corredor da OAB nacional, em Brasília, não perdeu a oportunidade para repercutir uma imediata postagem do jornalista Tutty Vasques‏ nas redes sociais: “Se foi mesmo Deus que pôs Temer na Presidência, resta uma pergunta: por que diabos Ele fez isso com a gente, caramba?”

  Prova lícita ou ilícita

Gravado pelo dono da JBS, o presidente da República sustentou, em meio ao palavrório, que “o fruto dessa conversa é uma prova ilícita”.

E sugeriu: “Basta recomendar a leitura do artigo 5º, inciso 56, onde está dito expressamente como direito fundamental que não se pode admitir provas ilícitas”.

O dispositivo constitucional mencionado por Temer não afirma que uma gravação sem anuência do interlocutor é ilícita. A Constituição estabelece que provas obtidas por meios ilícitos são inadmissíveis.

Na denúncia, o procurador geral da República Rodrigo Janot lista sete decisões recentes do STF que admitem como prova “gravações ambientais realizadas por um dos interlocutores, sem o conhecimento do outro”.

  Manchetes brasileiras

Michel Temer foi o personagem da semana, nas capas de vários jornais brasileiros. Algumas delas:

* “Há provas do que houve no porão do Jaburu”;

* “Mesmo enredo de governos em queda”;

* “Temer se destrói pelas próprias lambanças”;

* "A volta da marca de outro presidente apeado do poder”;

* "Temer recorre a truques e foge de respostas”;

* “Moralmente o governo já acabou”;

* “O tudo ou nada de Temer”.

Alheio às manchetes, o presidente da República disse, em “manifestação esclarecedora” (?) que “sob o foco jurídico, a minha preocupação é mínima”. Admitiu também ter sido visitado, tarde da noite, fora da agenda oficial, pelo empresário Joesley Batista.

E pretendeu justificar: “Recebi o maior produtor de proteína animal do país, senão do mundo, do mundo”.

Detalhe: o notório deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi o único que defendeu Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

  Este é o nível

Retrato brasileiro: de dia deputado; à noite presidiário. Condenado a 6 anos de prisão por falsificação, o deputado federal carioca Celso Jacob (PMDB) – preso no início deste mês, após o trânsito em julgado no STF - cumpre pena no regime semiaberto.

O ilícito ocorreu em 2003, quando ele era prefeito de Três Rios (RJ), onde ao sancionar e publicar uma lei, acrescentou um artigo que não tinha sido aprovado pela Câmara de Vereadores.

Por decisão do juiz Valter André de Lima Bueno Araújo, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, anteontem (28), o deputado Celso continuará exercendo o mandato na Câmara Federal.

Esta se encarregará de “comprovar a efetiva presença do deputado no seu gabinete e sessões da Câmara”...

A propósito de padrão brasiliense, esta semana, enquanto aguardavam a chegada da denúncia de Janot à Câmara, os deputados federais se ocuparam de outras coisas. Entre elas, regulamentaram “os serviços de tosa e banho de cães e gatos realizados em estabelecimentos comerciais”.


Comentários

Gilberto Pereira - Multifuncional 30.06.17 | 11:25:23
Temer está mais enrolado que jacaré nas "argolas" da sucuri.
Quer limpar a cara usando soda cáustica.
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