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Sexta-Feira, 20 Outubro de 2017

O Brasil das mamatas



Em périplo internacional para, alegadamente, contestar o impeachment, Dilma Rousseff gastou, do erário, no primeiro semestre de 2017, em passagens e diárias – para a sua equipe – três vezes mais do que todos os ex-presidentes juntos. Foram R$ 522.697.

É conveniente saber que, segundo decreto de 2008, todo ex-presidente da República tem direito a oito servidores de livre nomeação, além do uso de dois automóveis (com combustível, limpeza e manutenção). A Presidência paga, por toda a vida dos ex-presidentes, salários, diárias e passagens desses assessores.

Desde que Lula deixou seu segundo mandato, em 1º de janeiro de 2011, seus assessores são os campeões de gastos. Foram R$ 3,1 milhões – ou seja R$ 40.269 mensais.

De janeiro a 21 de junho deste 2017, os outros gastos com as equipes foram: Lula, R$ 88.543; Collor, R$ 78.465; FHC, 7.670; Sarney: R$ 2.808.

Dos dicionários

Mamata, substantivo feminino:

1. Definição brasileira figurada – “Instituição pública ou privada, na qual é fácil obter ganho ilícito por meio de fraude, suborno, desvio, lei protecionista, etc.”.

2. Definição usual – “O negócio ou o procedimento incomum ou desonesto em que esses ganhos são obtidos; ladroeira, negociata, roubalheira”.

Outros detalhes

(Publicação do jornal O Globo)

• De 2011 a 2017, o ex-presidente Lula lidera as despesas da Presidência com auxiliares de ex-ocupantes do Palácio do Planalto: R$ 3,1 milhões, seguido pelo grupo de Fernando Collor, com R$ 1,2 milhão, e Fernando Henrique Cardoso, com R$ 685 mil.

• De janeiro a 21 de junho deste ano, o Palácio do Planalto desembolsou, para os assessores de Dilma, R$ 282.024,80 em diárias e R$ 240.672,49 em passagens. Nesse intervalo, a equipe dela viajou para sete países: Suíça, França, Estados Unidos, Espanha, Itália, Argentina e México.

• No mesmo período, o grupo de Lula gastou, com diárias e passagens, R$ 88.543,66; seguido por Collor, com R$ 78.465,74; FHC, com R$ 7.670; e o ex-presidente José Sarney, com R$ 2.808,04.

• Os funcionários de Fernando Collor custaram ao Planalto R$ 1,2 milhão desde 2011 - são R$ 16.209,79 mensais. Em todos os anos, os assessores de Lula sempre lideraram os dispêndios com viagens. O recorde foi em 2014, ano da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, com gasto de R$ 634.871,91 em diárias e passagens.

• Fernando Henrique teve despesas de R$ 685 mil, enquanto a conta dos assessores de Sarney foi de R$ 392 mil.

• José Sarney deixou o Palácio do Planalto há 27 anos e quatro meses. Os gastos com ex-presidentes registrados pela Presidência da República não são corrigidos pela inflação. Além disso, nos primeiros quatro anos de Sarney na condição de ex-presidente, o país teve duas moedas antes do real: o cruzeiro e o cruzeiro real.

• Em custos totais com diárias e passagens, a equipe de Sarney acumulou despesas de R$ 583 mil. Collor, há 24 anos e seis meses na galeria de ex-presidentes, gastou R$ 1,6 milhão. Fernando Henrique desceu a rampa do Planalto definitivamente em janeiro de 2003 e já despendeu com diárias e passagens de assessores R$ 1,2 milhão.

Leia a matéria na íntegra diretamente na origem


Comentários

Claudio Garcia - Advogado E Coronel Da Reserva (b.m.) 19.07.17 | 16:24:32
Lamentavelmente, o Brasil é, realmente, o país das " mamatas" com gastos exorbitantes de seus ex presidentes, notadamente, o Lula e a Dilma. Um artigo pertinente para a OAB nacional buscar um "caminho" para inviabilizar essa sangria aos cofres públicos junto aos poderes constituídos, eis, que fora tão rápido para o buscar o impeachment do atual Presidente.
Luciano Botelho De Souza - Advogado 18.07.17 | 10:37:03
Enquanto alguns contam os gastos dos dois últimos ex-presidentes, o povo é saqueado por aqueles que essa mesma gente enfiou no poder, goela abaixo, mesmo sem votos, para colocar em prática o programa derrotado nas urnas. É tão ridículo esse ódio doentio nutrido por essas pessoas que dá pena da sua estupidez.
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