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Terça -feira, 15 Agosto de 2017

Ex-presidente do BB destruía mensagens a cada 4 minutos



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O Ministério Público Federal afirma que o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás Aldemir Bendine e seu suposto operador André Gustavo Vieira da Silva, presos pela Operação Lava Jato nesta quinta-feira (27), cuidavam muito para evitar eventuais interceptações das comunicações entre eles.

Para isso, usavam o aplicativo Wickr e, após as conversas que travavam, destruíam as mensagens a cada 4 minutos, para evitar a utilização como prova de ilícitos praticados.

Segundo os investigadores da Lava Jato, “o aplicativo Wickr permite a troca de mensagens instantâneas entre contatos por meio de sistema de criptografia ponta-a-ponta, com a possibilidade de destruição de todas as mensagens recebidas e lidas pelos interlocutores após um período pré-determinado”.

Aldemir Bendine e operadores financeiros são suspeitos de operacionalizarem o recebimento de R$ 3 milhões em propinas pagas pela Odebrecht em favor do ex-presidente da Petrobrás.

Segundo o Ministério Público Federal, na véspera de assumir a presidência da estatal, em 6 de fevereiro de 2015, Bendine e um de seus operadores financeiros solicitaram propina aos executivos Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, da Odebrecht.

O pedido teria sido feito para que o grupo empresarial Odebrecht não fosse prejudicado na Petrobrás e em relação às consequências da Lava Jato.

A força-tarefa destacou, no pedido de prisão do ex-presidente da Petrobrás que “por algum tipo de descuido”, Bendine fez quatro ´prints´ de conversas mantidas com André Gustavo no aplicativo – entre as quais uma mensagem que ser refere ao endereço do operador em Brasília. E não as deletou...

“O referido endereço foi utilizado no contexto desta investigação para encontros nos quais foram acertadas as vantagens indevidas destinadas a Aldemir Bendine, como revelados pelos colaboradores a Fernando Reis e Marcelo Odebrecht” - diz a equipe da Lava Jato.

Em outro “print” do aplicativo Wickr, André Gustavo e Aldemir Bendine compartilham nomes relacionados a pessoas próximas ao operador financeiro Lucio Funaro. Este foi capturado na Operação Sépsis em 1º de julho do ano passado e está preso desde então.

No contexto das conversas em que foram efetuadas capturas da tela do celular, uma delas refere-se à licitação promovida pela Petrobrás, por meio do Convite nº 1930344.16.8. Segundo os investigadores, o “print” efetuado por Aldemir Bendine em conversa com André Gustavo “corrobora os dizeres de Fernando Reis no sentido de que André Gustavo tinha acesso a informações internas, privilegiadas e confidenciais da Petrobrás, fornecidas por Aldemir Bendine”.

O que é o Wickr

 Wickr (pronuncia-se "wicker") é um aplicativo para Android e iPhone, concebido para ajudar pessoas no envio de mensagens, incluindo fotos e anexos, que são automaticamente deletados a partir de um certo tempo.

 O objetivo do programa é manter de forma sigilosa e segura a comunicação entre dois indivíduos.

• Em 15 de janeiro de 2014, Wickr anunciou que está oferecendo $100.000 a qualquer voluntário que encontrar alguma falha significativa no sistema.


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