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Sexta-Feira, 22 de Dezembro de 2017

Coisas de país rico, que o Brasil não é!



A gasolina subiu, mas só quem precisa se preocupar é a população. Políticos não fazem esse tipo de conta.

O Senado Federal, por (mau) exemplo, acabou de assinar um contrato – com validade de 30 meses - de R$ 8,3 milhões para o aluguel de veículos. A cifra inclui também o fornecimento de combustíveis. O ajuste não inclui o fornecimento de motoristas. As informações são da ONG Contas Abertas.

Pelo contrato, a empresa Quality Aluguel de Veículos prestará “serviços de locação de veículos automotores, sem motorista, incluindo manutenção preventiva e corretiva dos veículos, além do fornecimento de combustível, lavagem automotiva, seguros, taxas e impostos”.

Serão 83 automóveis Nissan Sentra e dois New Azera – todos de cor preta. Entre os penduricalhos pagos pelo erário, os veículos terão “película anti-vandalismo nos vidros laterais e traseiro com transparência mínima prevista em lei”. E também “central multimídia tela touch, com rádio integrado com leitor de CD, MP3, GPS, DVD, Bluetooth e USB”.

Na lista de características dos veículos ainda estão bancos com revestimento em couro, encosto de cabeça em todos os bancos dianteiros e traseiros com regulagem de altura, central multimídia e jogo de tapetes emborrachados.

Já os outros dois veículos são do modelo New Azera V6, também nas cor preta. O carro tem potência mínima de 250 CV, direção hidráulica ou elétrica, ar-condicionado com Dual Zone, barras de proteção lateral contra impactos, vidros com acionamento elétrico nas quatro portas, alarme e travas elétricas nas quatro portas, airbag duplo frontal e lateral, sistema de freios a disco nas quatro rodas,

Mais: os veículos devem estar equipados com câmera de ré e comandos no volante, luzes estroboscópicas de LED nas lanternas dianteiras e traseiras.

No Senado, cada parlamentar tem direito a um carro oficial alugado além dos institucionais. Em 2015, a Casa tinha 127 veículos locados e dois oficiais. Em 2011, a Mesa do Senado decidiu não ter mais frota própria para reduzir gastos com manutenção, peças, lavagem e equipamentos. Na época foi dito que isso significaria “uma economia estimada em R$ 2,6 milhões”.


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