Ir para o conteúdo principal

Terça-Feira, 17 Outubro de 2017

Negado pedido de Aécio Neves: ele queria ser julgado por Gilmar Mendes



A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, determinou a redistribuição do inquérito que investiga o pagamento de vantagens indevidas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) para “ajudar” a Odebrecht em seus interesses nas usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.

Cármen Lúcia negou o pedido da defesa de Aécio para que um dos inquéritos contra ele na corte fosse enviado ao gabinete do ministro Gilmar Mendes. Segundo a tese defensiva, “há relação entre delações da Odebrecht e inquérito sobre desvios de Furnas”.

O advogado do senador, Alberto Toron, argumentou que o caso envolve o setor elétrico, mesmo tema de outro inquérito relatado por Gilmar Mendes, no qual Aécio é investigado por desvios na diretoria de Furnas, uma das subsidiárias da Eletrobrás.

Cármen Lúcia, porém, não viu conexão entre os casos e determinou que o inquérito — hoje nas mãos do ministro Edson Fachin, responsável por julgar questões da operação Lava Jato, seja encaminhado para o mesmo relator a ser sorteado para tratar de outras cinco investigações sobre desvios nas obras do Projeto Madeira.

Só por sorteio é que os autos a que a defesa de Aécio se referem poderão, eventualmente, ser distribuídos a Mendes. Ele é integrante da 2ª Turma, juntamente com os ministros Edson Fachin (presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. (Inquéritos nºs 4436 e 4433).


Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Advogado gaúcho condenado por fraude em seguro-desemprego

A pena é de cinco anos e três meses de reclusão, em regime semiaberto. A sentença alcança também um motorista: três anos e quatro meses, com reversão para pena restritiva de direito. Os dois réus terão que ressarcir os cofres públicos. Não há trânsito em julgado.

Negado habeas corpus a advogado condenado por estelionato

Luiz Ademaro Pinheiro Prezia Júnior falsificou sentença favorável à redução de IPTU e orientou o cliente a depositar o valor das parcelas – com o valor supostamente apontado por decisão judicial - em sua própria conta.  Posteriormente, até as guias de depósitos judiciais eram falsificadas.