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Edição antecipada 21-22 de junho de 2018.

Potins desta terça-feira



• Absolvição de Lula

Desta, Luiz Inácio Lula da Silva se saiu bem, mas também com a ajuda da prescrição. Decisão da Justiça de Minas Gerais julgou improcedente a ação penal contra o ex-presidente Lula, por ter chamado Aécio Neves, em 2014, de "filhinho de papai", num comício eleitoral em Belo Horizonte.

O tucano, que disputava a Presidência com Dilma Rousseff, reagiu apontando os crimes de calúnia, injúria e difamação. Os dois últimos prescreveram: é que como o petista tem mais de 70 anos, os prazos de prescrição caem pela metade.

E o crime de calúnia foi considerado inexistente. As declarações de Lula, segundo a sentença, seriam genéricas e superficiais, "emergindo da emoção e do calor de um comício".

O “inigualável” Joaquim

A revista Forbes (EUA) publicou ontem (14) uma matéria sobre cinco pessoas com chances de serem eleitos presidentes do Brasil, em 2018.

Seriam Lula, Marina Silva, Geraldo Alckmin, Bolsonaro e Joaquim Barbosa.

O ex-presidente do STF recebeu um elogio pontual: “As políticas econômicas dele são desconhecidas, mas sua compreensão da lei brasileira é inigualável”.

Condenação milionária

Decisão proferida na 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio, ficou em R$ 2.829.211,20 o valor que a cantora Annita deverá pagar à sua ex-empresária Kamila Fialho, dona da empresa K2L. O contrato entre as duas foi rompido em 2014, por iniciativa da artista.

Detalhe: a cantora acusa a empresária de um desvio de R$ 2,5 milhões. Os valores são próximos.

O "primeiro-ministro" de Temer

Nos últimos dias, até aliados de Michel Temer ficaram curiosos para saber quem seria o seu primeiro-ministro, caso fosse aprovada uma PEC para adotar o parlamentarismo no país.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a maior aposta neste sentido recai sobre o chefe da Casa Civil, o notório Eliseu Padilha, alvo de inquéritos no STF.

O regime, então, já começaria bem brasileiro.

• Guerra dos impostos

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis ingressa, nos próximos dias, diretamente no STF, com uma ação pedindo paridade na cobrança de impostos. Trata-se de novo round na guerra contra o Airbnb.

A autora vai pedir que o Supremo decida: os hotéis do Brasil ficam isentos do ISS, ou a Airbnb terá, também, que pagá-lo.

A questão começa a ficar espinhosa, mundo afora. Na Flórida (EUA) uma lei estadual instituiu, há três anos, multa de US$ 20 mil para aluguéis de curta temporada.

E na França, o Ministério das Finanças já anunciou taxação na Airbnb (significa air + bed and brakfast).

Ela é uma empresa com sede em São Francisco (Califórnia, EUA) que presta um “serviço online comunitário para as pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações e meios de hospedagem”.

Segundo o jornal New York Times, a Airbnb abrange cerca de 600 mil anúncios em 40 mil cidades e 192 países.

Desde sua criação, em novembro de 2008 até junho deste ano, estimativamente, 20 milhões de reservas foram agendadas via Airbnb.

Lícitos e ilícitos

A “rádio-corredor” da OAB do Paraná irradiou ontem (14) que a delação premiada do doleiro Lucio Funaro está ficando no ponto. Poderá, até, ser encerrada antes de Rodrigo Janot deixar a PGR em 18 de setembro.

Detalhe: Funaro negará que Joesley tenha comprado o seu silêncio.

Sobre os R$ 400 mil que a JBS deu à irmã dele, Funaro insiste que esse dinheiro lhe era devido por Joesley como “pagamento por trabalhos lícitos e ilícitos” prestados ao empresário.

Mais: histórias ferinas e pouco republicanas vão ricochetear num fechado grupo, formado por Michel, Eliseu, Wellington e Geddel.

Tchau, Brasil

O Instituto Paraná de Pesquisas fez uma pergunta, entre terça e sexta da semana passada, a 2.468 brasileiros: “Se você pudesse escolher, seguiria morando no Brasil, ou se mudaria para outro país?

Mais de um terço (34,6%) gostariam de ir embora “já, ou nas próximas semanas”; 62,8% seguiriam aqui; e 2,6% não opinaram ou estão indecisos.

Ameaças recíprocas

• “É melhor que a Coreia do Norte não faça ameaças, ou enfrentará fogo e fúria como mundo nunca viu”. (Donald Trump, presidente dos EUA).

•        “Um diálogo sensato é impossível com alguém que carece de raciocínio. Só funciona a força bruta”. (Kim Rak Gyon, general norte-coreano).

Aplausos ou vaias?

Vou dizer uma coisa para ganhar aplausos: não haverá reajuste do Imposto de Renda”.

Alguns puxa-sacos aplaudiram.

(Michel Temer, sexta passada, num evento empresarial, em São Paulo).


Comentários

Beatriz Moreira Siqueira - Aposentada E Advogada 15.08.17 | 19:57:10

Pelo fato de sermos brasileiros e, talvez, com um pouco de raciocínio torna-se cada vez mais difícil entendermos os rumos do Brasil. Quiçá tenhamos a esperança de não estarmos em outro país, somos batalhadores e esperançosos ante as atuais notícias. Sejamos ao menos respeitosos.


 

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