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Edição de sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018.

Um breque no Fitness Jurídico



TRT-BA / Divulgação

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Maria Adna, a desembargadora presidente do TRT baiano

O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia cedeu ao clamor popular e suspendeu a licitação para a contratação de empresa para assessoramento de magistrados e servidores em atividades físicas. A suspensão vigorará pelo menos até que venha um parecer do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.

A administração do TRT-5 considera o projeto como “elemento necessário à promoção de saúde de seu corpo funcional, atendendo à Resolução nº 207/2015 do Conselho Nacional de Justiça, que trata sobre saúde integral no Poder Judiciário”.

Logo após a imprensa haver, na sexta-feira passada, tomado conhecimento do que criticamente a “rádio-corredor” da OAB baiana chamou de “Fitness Jurídico”, a presidente do tribunal, desembargadora Maria Adna Aguiar do Nascimento, disse que o objetivo fora “melhorar a qualidade de vida dos funcionários, e, com isso, diminuir gastos com problemas de saúde e afastamento do trabalho”.

Para a desembargadora Maria Adna, “em situação de crise, ações dessa natureza são muito oportunas para esse momento em que o quadro dos servidores é muito pequeno - então, não é um custo, um gasto, mas sim um investimento”.

Ela dizia também que o TRT baiano teria “servidores mais saudáveis, com saúde e prestariam melhor serviço à sociedade”.

Em nota oficial veiculada na quarta-feira (16) em seu saite, o tribunal baiano afirma que “o projeto foi criado após ter sido constatado que a força de trabalho do TRT-5 (214 magistrados) não cresce desde 2009” (...) e que “no mesmo período, foi reduzida em 11% a quantidade de servidores em razão dos cortes orçamentários, que impedem substituir funcionários em casos de aposentadorias, enquanto o ajuizamento de novas ações aumentou em 18%”.

Prossegue o tribunal baiano informando haver identificado “513 servidores com doenças crônicas (obesidade, diabetes e hipertensão), além de outros que se autorreferenciaram em condição de estresse, causado por sintomas psicológicos (63%), físico (25%) ou ambos (13%)”.

Arremata a direção do TRT-BA que a proposta do Clube de Corrida pensara em “políticas públicas preventivas de saúde e redução dos custos com afastamentos de pessoal, visando melhor eficiência no serviço prestado à população e agilidade processual”.


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