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Edição de sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018.

Condenação bilionária da Johnson & Johnson por risco de câncer em talco



The West Australian Journal

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A Johnson & Johnson foi condenada a pagar US$ 417 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) a uma mulher que afirmou ter desenvolvido câncer de ovário após usar o icônico talco de bebê da empresa, segundo decisão judicial proferida pela Justiça de Los Angeles (EUA). Cabe recurso.

A ação tem como autora Eva Echeverria e a decisão explicita o maior valor já concedido em ações judiciais contra a Johnson & Johnson no país. A tese da ação foi a de que “a empresa falhou ao não informar de forma adequada os consumidores sobre os riscos de desenvolver câncer usando o talco”.

Eva usou o talco Johnson & Johnson diariamente desde os anos 1950, até 2016. Ela foi diagnosticada com câncer de ovário em 2007, segundo documentos que instruíram a ação – mas só no ano passado descobriu-se a causa primária.

A condenação inclui US$ 70 milhões (cerca de R$ 220 milhões) em compensações e US$ 347 milhões (cerca de R$ 1,09 bilhão) em multas, disse uma porta-voz dos advogados de Eva. A decisão vem após julgamentos que resultaram em mais de US$ 300 milhões (cerca de R$ 943 milhões) em multa contra a Johnson & Johnson no Estado americano do Missouri.

Durante o julgamento, os advogados de Eva acusaram a empresa de encorajar mulheres a usarem seus produtos de talco, apesar de anos de estudos que ligam diagnósticos de câncer de ovário e mortes ao uso de talco na assepsia genital.

Os advogados da Johnson & Johnson argumentaram que vários estudos científicos, bem como agências federais, incluindo a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, não mostraram que esses produtos são cancerígenos.

"Vamos recorrer da decisão porque somos guiados pela ciência, que apoia a segurança do Johnson's Baby Powder" - disse Carol Goodrich, porta-voz da empresa.


Comentários

Plinio Gustavo Prado Garcia - Advogado 24.08.17 | 21:03:13
Esse caso me parece uma aberração judicial, apesar de ser eu advogado formado também nos Estados Unidos (GW University). Como comprovar que essa pobre senhora usou talco diariamente ao longo de sua vida e que essa tenha efetivamente sido a causa de seu câncer. No Brasil, jamais haveria uma condenação por danos morais e ou "consequential damages" desse vulto.
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