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Edição de sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018.

Potins desta sexta-feira



• Masturbação inofensiva...

A Justiça de São Paulo soltou o homem que fora preso após masturbar-se e ejacular em uma passageira, dentro de um ônibus, no centro da capital paulista. Ele recebeu liberdade em audiência de custódia e não vai responder a qualquer ação penal.

Acolhendo manifestação do Ministério Público, o juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto chancelou que “não houve estupro (artigo 213 do Código Penal), mas sim importunação ofensiva ao pudor”. Esta é contravenção e não constitui crime.

• Os bancos, de novo!

Mais uma! Em julgamento acirrado, com dois pedidos de vista e decidido pelo “voto de minerva”, a 4ª Turma do STJ concluiu esta semana a decisão de uma questão bancária e concluiu não ser possível fixar limite para os bancos descontarem as parcelas de empréstimos pessoais na conta corrente em que o cidadão recebe seus proventos.

Conforme a corrente vencedora, “não é possível a limitação que as instâncias ordinárias têm imposto às instituições financeiras, ao aplicarem, por analogia, a limitação de 30% prevista, na Lei nº 10.820/03 para consignados com desconto em folha de pagamento”. (REsp nº 1.586.910).

• Liberdade ou prisão?

No dia 12 deste mês, uma terça-feira, o TRF da 4ª Região vai julgar uma apelação de José Dirceu. Se for rejeitada, o notório deve voltar à prisão, para o cumprimento de pena de 20 anos.

Preso preventivamente pela Lava Jato em 3 de agosto de 2015, Dirceu ganhou um habeas corpus, da 2ª Turma do STF, em 2 de maio deste ano.

A ordem de soltura, dada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, considerou que o tempo de 1 ano e 9 meses na cadeia “reduziu a capacidade de Dirceu, uma vez liberto, de voltar a cometer crimes, porque o grupo político sobre o qual ele tinha influência já está fora do poder”.

Das redes sociais

• “Fazer uma reforma política com esse Congresso, será o mesmo que reunir os presos para fazerem a reforma do Código Penal”. (De um estudante de Direito da PUC-RS).

“Estarei vivo quando o Brasil estiver recuperado”? (De um contador desempregado, em Porto Alegre).

• As contas da grande família

Síntese de matéria assinada pelo jornalista Ilimar Franco, na revista IstoÉ desta semana, afirma que “Os Tribunais de Contas da União e dos Estados se transformaram em casas muito unidas: pai nomeia filho, marido indica a mulher. E isso não é comédia: os apaniguados recebem salários milionários”.

Os ministros do TCU ganham o mesmo que os colegas do STJ: 95,25% dos salários dos ministros do STF (R$ 33.700), o que lhes dá a bagatela de R$ 32 mil. Não estão computados os penduricalhos individuais habituais: auxílio-moradia, gratificação por função, duas férias de 30 dias (ambas com 33,33% de acréscimo), etc.

Os conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais recebem o mesmo que os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados: 90,25%, dos R$ 33.700 dos ministros do STF: exatos R$ 30.414.

A Transparência Brasil fez um levantamento, em 2015, e constatou que entre os 233 conselheiros dos Tribunais de Contas, 73 deles tinham ´chegado lá´ pelo parentesco com pesos pesados da política: governadores, senadores, ministros de governo, secretários de estado, ministros de tribunais superiores e deputados.

É a estratégia do elevado QI (Quem Indica).

• O escritor Janot

Nada está sob sigilo, nem com formalidade jurídica. Assim, aos 60 de idade, Rodrigo Janot vai se aposentar, breve, ingressando na atividade privada. Não concorrerá a qualquer cargo eletivo.

Mas há um triângulo de dúvidas sobre suas possíveis futuras ocupações: advocacia, magistério, ou consultoria.

Porém Janot tem uma certeza: tentará a carreira de escritor em 2018. Em embrião, desde já, dois livros sobre a Lava Jato.


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• TJRS gasta R$ 4 milhões mensais para pagar auxílio-moradia, auxílio-alimentação, parcela de equivalência e até abono-família. Sem tributação...
• Salário normal de um juiz no Brasil representa 19,8 vezes a renda média dos cidadãos brasileiros.
• Magistrados estadunidenses ganham somente 3,6 vezes a mais do que a média nacional dali.
• Nos EUA nada de mordomias. Ministros da Suprema Corte dirigem os automóveis oficiais, no trajeto casa-trabalho-casa.

Reprodução da Internet

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