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Terça-Feira, 17 Outubro de 2017

Potins desta sexta-feira



Corrupção privada permitida

Uma tese inovadora: “corrupção privada não é crime no Brasil, e assim não é possível investigar alguém no país por essa conduta”.

Esta é a essência da impetração de habeas corpus em favor de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil. Ele quer anular o procedimento que apura sua participação na compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016.

Em habeas corpus impetrado no TRF da 2ª Região (RJ e ES), a defesa de Nuzman argumenta que o ato atribuído a ele – mediar compra de votos de agentes privados – não é crime no Brasil, só na França.

A petição afirma que “como o nosso país não é colônia nem possessão francesa”, o presidente do COB não poderia ser acusado dessa conduta em solo nacional. (Proc. nº 050567956.2017.4.02.5101).

“Homão da p...”

O Conar – Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária mandou seguir um comercial televisivo de um curso de inglês, estrelado pelo jogador Diego, do Flamengo. Este é apregoado como “craque, campeão, bom pai, maridão, um homão da p...”.

Mesmo que o “duro palavrão” não tivesse sido dito por inteiro, vários telespectadores reclamaram logo nos primeiros dias após o início da exibição da campanha.

O Conar não viu nem escutou nada demais.

Torcedor comum

Para descontrair – e fazendo uso dos direitos garantidos a qualquer cidadão comum – o juiz Sergio Moro foi "disfarçado" ao jogo do Atlético-PR contra o Fluminense, na Arena da Baixada, em Curitiba, no último fim de semana.

Ele usou boné e óculos na tentativa de não ser reconhecido pelo público presente ao estádio. Apesar dos esforços, foi flagrado por torcedores, que fotografaram a cena. Logo surgiu a dúvida: seria o magistrado famoso?

Feita uma consulta ao sistema de biometria do estádio, ficou constatado que, de fato, tratava-se do magistrado desfrutando de suas horas vagas. 

A propósito: Mario Celso Petraglia, presidente licenciado do Atlético Paranaense, responde por ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. A ação tramita na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, onde Moro é titular.

Mas não avancem o sinal em ilações.

110% de certeza

Na crise política sem trégua, uma nova alfinetada: “Eduardo Cunha distribuía propina a Temer, com 110% de certeza”.

A frase - que liga o presidente da República ao ex-presidente da Câmara - está em depoimento prestado no dia 23 de agosto pelo delator Lúcio Funaro, operador financeiro de políticos do PMDB.

Espelho, espelho meu...

Voto solitário na sessão de quarta-feira (20) no STF, Gilmar Mendes voltou à carga, ao desqualificar as investigações e indícios de provas contra Temer. Em seguida, passou a julgador do acusador Rodrigo Janot. Dois dos adjetivos qualificativos destilados: “indivíduo sem caráter” e “mentiroso”.

E um arremate ferino: “Ele, Janot, que vivia de dedo em riste como o Simão Bacamarte de ´O Alienista´, deveria pedir sua própria prisão provisória, mas não teve coragem para isto”.

A guerra de ideias e de farpas está longe do fim.

Das redes sociais

*  “O Jô, do Corinthians, é o segundo cara mais honesto do Brasil. O primeiro continua sendo o Lula”.

*  “ Proposta da CUT contra o desemprego: soltem todos os presos da Lava-Jato”.


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