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Terça-Feira, 17 Outubro de 2017
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Desembargadores conectados por meio dos celulares mais caros do mercado



Auxílio-celular

Novo penduricalho chegando: o Tribunal de Justiça de Pernambuco autorizou, por meio de pregão eletrônico, a compra de 60 smartphones. O modelo é o mais caro do mercado (R$ 12.633 por unidade) e o valor será pago pelo ...erário, claro.

Os aparelhos servirão aos 52 conectados desembargadores da corte e a oito privilegiados assessores.

O risco é a ideia ser imitada tribunais afora...

O mimo pernambucano custará R$ 758 mil. É de lembrar que a regra geral, país afora, é que os cidadãos de bem comprem seus celulares com seu próprio dinheiro.

Mas os leitores sabem: excelências pensam diferente... (Pregão eletrônico nº 91/2017).

Privilégios para alguns


Sabem por que os políticos continuam fazendo questão de serem julgados pelo STF? A resposta é estatística.

Em Curitiba, na Lava-Jato, já são 107 condenados. Em Brasília, por enquanto nenhum!

Nessa linha, a situação vivida nos últimos dias pelo deputado Paulo Maluf (PP-SP), condenado pelo STF, em maio, a sete anos e nove meses de prisão, é um dos símbolos da impunidade ainda reinante no Brasil, mesmo em tempos de Lava Jato. O processo contra ele moureja há 25 anos. O julgamento de novo recurso - que era para ser definitivo - foi interrompido graças a um pedido de vista do ministro Marco Aurélio.

A história de Maluf tem semelhanças chicaneiras com o caso de José Dirceu, que teve sua pena aumentada de 20 anos e 10 meses para 30 anos e nove meses pelo TRF da 4ª Região. Mesmo assim, e embora já tivesse ficado preso preventivamente por quase dois anos, o notório ex-capitão do time de Lula está dando de ombros à nova pena.

Ele aposta que será salvo pelo STF, assim como Maluf, com a derrubada da decisão que determina a prisão depois de julgamento em segunda instância.

Depois, Dirceu dobrará a aposta: recorrerá ao próprio Supremo, onde espera ser absolvido no mérito.

Das redes sociais


Há quase unanimidade entre internautas sobre o melhor post da semana passada.

É um que diz assim: “o proprietário fantasma recebeu, da inquilina falecida, o valor do aluguel em um dia que não existe”.

Lá foram eles…


De janeiro a 15 de setembro deste ano, a Câmara dos Deputados patrocinou 274 viagens internacionais de seus membros. Anunciadas como “missões oficiais”, ficam na prática com seus álibis desmoralizados.

Alguns maus exemplos: Cleber Verde (PRB-AM) passou três dias em New York, numa feira de alimentos e bebidas; Pedro Vilela (PSDB-AL), Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Cláudio Cajado (DEM-BA) curtiram cinco dias em Paris num congresso de aviação; e Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG) foi conhecer o Mercado de Maryland.

Outro dos descontraídos programas foi da dupla José Nunes (PSD-BA) e Paulo Azi (DEM-BA), autorizados a viajar a Orlando (EUA), “para um encontro com diretores da Disney”.

Mickey e Donald devem ter testemunhado.

Patetas brasileiros ficaram distantes.


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