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Edição sexta-feira , 20 de julho de 2018.
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Demissão de servidor público que simulou um acordo em ação trabalhista



Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (Reprodução ampliada de https://dejt.jt.jus.br/dejt/f/n/diariocon)

Imagem da Matéria

Demissão de servidor público

Portaria assinada pela presidente do TRT-RS, Beatriz Renck, aplicou a demissão do serviço público ao servidor Arion da Silva Dias. Concursado como técnico judiciário, ele tinha sido preso em flagrante, no dia 14 de março, ao tentar ilicitamente sacar valores, após falsificar documentos de um trabalhador e simular um acordo, nos autos de uma ação que tramita na Vara do Trabalho de Guaíba (RS).

Na época, a Polícia Federal cumpriu buscas nas residências do servidor e de sua namorada e na sala em que ele trabalhava na unidade judiciária.

Durante as diligências, também foi flagrado que Arion possuía uma arma em situação irregular de registro. Arion segue respondendo a uma ação penal na Justiça Federal.

Ontem, a Vara do Trabalho de Guaíba respondeu laconicamente a um pedido de informação do Espaço Vital: “Ele não trabalha mais aqui”. (Portaria nº 5.721 de 18.10.2017).

A propósito: a publicação teve pouco destaque e foi de difícil localização no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. E o Espaço Vital não encontrou nada às claras, no saite do próprio TRT-RS.

Das redes sociais

• “A Lava Jato não mete mais medo em Brasília. Os graúdos da política aproveitam recuos do Supremo, acumulam vitórias e retomam território para a impunidade”.

• “Depois do apartamento de Geddel, entendi porque Lula queria um tríplex”.

• “Comparação: se Aécio é inocente, Beira-Mar para presidente”.

• “Vivemos a maior transferência de renda da História do Brasil. Mas dos pobres para os ricos”.

Avaliação irreprimível

“O modelo político atual incentiva o pior nas pessoas. O Brasil precisa desesperadamente de uma reforma política. Com o atual patamar, a política vai continuar não representativa da sociedade e incapaz de atrair os bons, incapaz de atrair novas vocações”.

(De Luís Roberto Barroso, ministro do STF, em palestra).

A propósito

O modelo político atual incentiva o pior nas pessoas. Relembrem apenas cinco fatos, dentre uma centena, ou mais, de possíveis:

1. Michel Temer foi denunciado duas vezes por corrupção;
2. Lula foi condenado criminalmente em primeiro grau;
3. Fernando Collor teve a denúncia contra si recebida há dois meses;
4. A colaboração premiada da Odebrecht envolveu 20 partidos e dezenas de políticos;
5. A delação da JBS apontou mais de 20 partidos e mais de 1.500 políticos.

A propósito: após a decisão do Senado devolvendo o mandato de Aécio Neves, políticos miram agora outra votação importante que vem aí: o reexame pelo Supremo Tribunal Federal da prisão de réus condenados em segunda instância.

Obter a revisão da medida é crucial para muitos candidatos às eleições de 2018.


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