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Edição de sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018.

Julgamento do ex-presidente da CBF começa em Nova Iorque



GLB / Google Imagens

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Começou ontem (6) o introito de escolha dos jurados que decidirão se o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, deve ou não ser condenado por acusações de vários crimes, como o de receber suborno em contratos de marketing da Copa do Brasil e de aceitar recursos ilegais de negociações de direitos de televisão de torneios da Copa América.

"Esta semana será dedicada para a escolha de jurados. Temos insistido que nosso cliente não é culpado" – disse o advogado Júlio Barbosa, um dos defensores de Marin. O ex-presidente da CBF está em prisão domiciliar em Nova Iorque há dois anos, onde espera seu julgamento.

Marin chegou por volta das 9 horas (horário local) na Corte do Distrito Leste de Nova York acompanhado de seus defensores. Ele aparentava tranquilidade, acenou para os jornalistas e não deu declarações.

Às 10h10, a juíza Pamela Chen iniciou a sessão, resumindo os procedimentos que serão adotados nesta semana para a escolha de 12 jurados e cerca de seis suplentes, dentre uma relação de 240 nomes.

A juíza determinou que os trabalhos sejam retomados amanhã (8) às 10 horas, com a presença de Marin e de outros dois acusados: Manuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana de Futebol, e Juan Angel Napout, ex-vice presidente da Fifa.

O julgamento propriamente dito está previsto para começar na próxima segunda-feira (13) e pode durar seis semanas.

Ao sair do tribunal, Marin foi cercado por manifestantes – entre eles, Moisés Campos de Lima, ex-funcionário da CBF, e Valmir Alves Diniz, tenente da PM do Rio de Janeiro - que abriram uma faixa que concitava em letras vermelhas em inglês: "EUA, ajude-nos a prender os brasileiros corruptos da nossa administração do futebol. Cadeia neles!"

Enquanto José Maria Marin se dirigia para o carro, Moisés gritava que deveriam ser presos ele, Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e Marco Polo Del Nero, atual presidente da entidade.

Moisés disse que ele e os que querem a prisão de Marin se deslocaram aos EUA às suas próprias expensas. Ouvidos por jornalistas, Moisés informou ter sido entregue à juíza Pamela Chen “um dossiê com informações do Ministério Público Federal na qual são apontados os ilícitos cometidos pelo senhor Marin".


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