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Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017
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2016: o ano que não terminou



Charge de Gerson Kauer

Imagem da Matéria

Na história do Internacional, 2016 foi um dos piores anos, pois amargamos descer para a segunda divisão. Foram incontáveis erros na administração do clube e do futebol.

Todos pensávamos que virando o calendário, alterada a direção, teríamos uma nova e promissora realidade. Engano grosseiro!

O primeiro semestre de 2017 foi horrível, perdemos o campeonato gaúcho e com ele a hegemonia do futebol no Rio Grande do Sul. Ao iniciar a competição da série B, ela nos revelou a fragilidade e a inconsistência dos competidores. Já referi, aqui em artigo anterior nesta ´Jus Vermelha´,  a sucessão de partidas onde a nossa atuação foi incompatível com a nossa grandeza e com os nossos gastos no futebol.
                    
Houve a troca do técnico e com ela um período de algum alento para a torcida.  Ao menos passamos a ganhar dos nossos adversários.

Mais recentemente, o que é revelado no campo de jogo é um time sem qualificação com um treinador e direção de futebol confusos. Nem mesmo o posicionamento expressado após as sofríveis apresentações convencem o torcedor. O último, externado pelo treinador, ao afirmar que “não entra em campo”, é digno de alguém que ainda não aprendeu as lições do vestiário.
                     
A pergunta que se impõe é: o que mudou no Internacional?

Atrevo-me a responder: mudou muito pouco, ou quase nada.

Sempre imaginei que a catastrófica caída para a Série B determinaria o rompimento de alguns paradigmas. O principal, seria o rompimento com a arrogância e com a soberba decorrente das inúmeras conquistas dos anos 2.000. As conquistas integram o nosso patrimônio, mas não devem embotar a realidade. A ninguém é dado o direito de, em plena vida, viver do passado.

Todavia, para construir um futuro melhor que o presente vivenciado, é fundamental mudar e planejar. Para os torcedores que não se contentam com o mínimo que é sair da Série B, seria necessário mais, muito mais.

Tudo está a indicar que o comando do futebol do Internacional permanece inalterado, sendo exercido por fiduciários de antigos dirigentes que, como todos, tiveram momentos de glórias e de retumbantes insucessos. Não estou dizendo com isso que são pessoas que desejam o mal do Inter. Ninguém, nenhum de nós torcedores deseja isso.

O que queremos é que os métodos não se repitam pelo só fato de serem oriundos desse, ou daquele, dirigente.

A profissionalização do clube e do futebol em específico, ainda é tênue. Não há planejamento nas contratações e muito menos definição de um técnico que permita estruturar um trabalho a longo prazo.

Há no futebol do Internacional falsos paradoxos. Ao criticarmos o Guto Ferreira, recebemos em resposta a afirmação de que trocar de técnico não resolve. Ora, o que temos que debater é como contrataram o Zago e o Guto, técnicos cujos resultados foram e são insatisfatórios. Temos uma folha de pagamento muito expressiva, com aproximadamente 40 jogadores emprestados sem critério para outras agremiações. Contratações sem critério de aproveitamento realizadas no primeiro semestre e, apesar delas, carências flagrantes.

Outra falsa contradição é a de apresentar as críticas como cornetas, desqualificando o papel que torcedores e conselheiros têm.

Não tenho e nunca tive vocação para vaca de presépio. Exerço um papel de que não abdico: o criticar buscando a correção dos rumos.

Sairemos da Série B, mas temos que pensar em 2018, pois 2017 está rigorosamente igual a 2016.

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Dupla Gre-Nal

• Roberto Siegmann (JUS VERMELHA) escreve sempre às sextas-feiras.
Contatos: Roberto@siegmannadvogados.com.br

• Ricardo Wortmann (JUS AZUL) escreve sempre às terças-feiras.
Contatos: CornetadoRW@gmail.com


Comentários

José Henrique Mendonca Ossig - Aposentado 10.11.17 | 22:07:14
Concordo 100%. O mundo do futebol evolui. Levamos, em casa, 7a1 da Alemanha em 2014. E o Inter continua com uma gestão política em que seus gestores conseguem chegar ao clube somente após as 16 h. Como pode uma empresa funcionar assim?! Onde está a profissionalização? Na reforma estatutária realizada constava a contratação destes executivos. A gestão atual não cumpre o estatuto! Seriam estas pessoas que independente de politicagem mudariam o planejamento.
Carlos Massena - Consultor 10.11.17 | 21:44:57
Roberto Siegmann, sempre lúcido. Sempre transparente, propositivo e, acima de tudo, um grande colorado.i
Miguel Glashorester Severo - Advogado 10.11.17 | 17:27:38
Como sócio patrimonial do Internacional, concordo em gênero e número com o ilustre conselheiro Roberto Siegmann: continuamos no mesmo caminho do ANO DE 2016. Na verdade precisamos que a direção tome decisões fortes, coloque cada um no seu lugar,  faça renovações e contratações de jogadores de forma criteriosa, deixando de lado o imediatismo e o paternalismo. Que a direção pense no clube como uma empresa a longo prazo, ouça sua torcida, dê uma nova cara ao nosso time! Estão faltando comando e bons jogadores.
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Adios muchachos!

“Saímos da série B no campo, é bem verdade.  Não demos o banho de bola que todos esperavam. Nosso planejamento foi deficiente e os resultados também, mas subimos. (...) Bem, agora a questão é outra: renovar ou não renovar contrato com o D’Alessandro”.

D’Alessandro, o seu problema é o caráter!

Quanto ao fato de o Dale estar assumindo o protagonismo em detrimento da direção e do treinador, o problema não é dele. (...) É de quem se omite, deixando espaços para a assunção pelo outro de funções que não lhe pertencem”.

Quem caiu?

“Um cenário para a queda não é montado apenas com um time ruim. Quase sempre se apresenta regado a uísque, inserto em noitadas festivas e adornado por grandes e atraentes importâncias financeiras, de preferência em dólares ou euros”.