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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Dinheiro que ia para o bunker de Geddel era contado na casa da mãe dele



Nani Humor.com

Imagem da Matéria

Mãe Joana baiana

Em depoimento à Polícia Federal, Job Ribeiro, ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima – irmão do notório Geddel (ambos do PMDB-BA), disse que contava dinheiro a pedido dos dois manos, na casa da mãe deles. A PF encontrou fragmentos de digitais de Ribeiro no "bunker" de Geddel descoberto em Salvador (BA), com um total de R$ 51 milhões em notas de reais e dólares.

Alguns trechos do depoimento:

• “Que em outras ocasiões, as quais passaram a ter maior frequência a partir de 2010, o declarante recebeu do senhor Geddel dinheiro na residência da mãe deste, para que o contasse";

• "Que o dinheiro era apresentado, em regra, em envelopes pardos e as somas giravam em tomo de R$ 50.000,00 a R$ 100.000,00; que a contagem era feita, em regra, em sala reservada que funcionava como gabinete".

Job também disse à PF que não sabia a origem do dinheiro ou o destino que era dado na sequência. Os valores, segundo seu depoimento, vinham "soltos, ou mesmo novos com fitas".

O ex-assessor, que foi exonerado depois de ter sua prisão domiciliar decretada, disse ainda que trabalhava nas residências dos políticos e era incumbido em algumas oportunidades de também contar dinheiro do posto de combustível de propriedade da família.

A ´rádio-corredor´ da OAB da Bahia não perdeu a oportunidade para alfinetar: “Descobriu-se, afinal, o endereço mais recente da Casa-da-Mãe-Joana”.

Vale tudo!

Casa-da-Mãe-Joana é uma expressão de língua portuguesa que significa o lugar ou situação onde vale tudo, sem ordem, onde predomina a confusão, a balburdia e a desorganização. Sua origem remonta ao século XIV.

Ensina o advogado, historiador e antropólogo brasileiro Luís da Câmara Cascudo que a expressão se deve a Joana Primeira de Nápoles, que viveu na Idade Média (1326 a 1382) e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Ela teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir na França, por duplo motivo.

Primeiro: envolveu-se em uma conspiração política de que resultou a morte de seu marido André. Segundo: foi exilada pela Igreja por causa de sua vida desregrada e permissiva.

 Enxaguante em alta velocidade

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou no STF o jurista e ministro do TSE Admar Gonzaga Neto. Em junho deste ano, a esposa Élida Souza Matos disse formalmente à Polícia Civil do DF ter sido ofendida (“prostituta” e “vagabunda”) e agredida com o arremesso de um enxaguante bucal, e depois empurrada.

Um exame registrou que um dos olhos de Elida apresentava “lesões de inchaço e rouxidão na área contígua”.

Com a repercussão, Élida retratou-se, afirmando que já se reconciliara, “e que a briga se dera por ciúmes, tudo não passando de discussão de casal, já superada”. Mas, conforme a Lei Maria da Penha, a renúncia à representação só é admitida perante o juiz, em audiência designada com essa finalidade, antes do recebimento da denúncia e após o MP ser ouvido.

 O amigo das mulheres

Começa nesta sexta (17) uma nova campanha publicitária do PMDB, tentando amenizar a imagem machista (também de gafes) de Michel Temer.

Dele vão falar bem os notórios Romero Jucá e Eunício Oliveira. E a prefeita de Boa Vista (RR) Tereza Surita vai propagandear que “o presidente pode continuar contando com o apoio das mulheres do PMDB”.

Apoio feminino para Temer? Só mesmo das mulheres peemedebistas...


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