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Edição sexta-feira , 20 de julho de 2018.
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As pedaladas do Inter foram de R$ 29 milhões, mas podem chegar a 80



Auditoria nas contas do clube gaúcho está sendo feita por empresa que tem sede em Londres

O Ministério Público do RS está com maços de documentos - a maioria já digitalizados – que constituem um expediente chamado de “Inter 2015/2016”. São papéis pinçados e fornecidos pela empresa Ernst & Young Auditores Independentes. Ela é uma das quatro maiores empresas de serviços profissionais do mundo, presente em 150 países, em 728 escritórios, e com mais de 190 mil funcionários.

Com sede em Londres, ela presta serviços de auditoria, elisão fiscal, consultoria e transações corporativas.

Os auditores que atuam no escritório porto-alegrense da empresa – e que fizeram repetidas visitas ao Beira-Rio – analisaram desembolsos exagerados ou – como diz a “rádio-corredor” do Estádio Beira-Rio - “gastos absurdos sem suporte legal e decente”, que chegam a R$ 9 milhões.

Ontem, surgiu um dado novo: “o alcance pode ter chegado a R$ 29 milhões”.

Etiquetas coloridas ajudam na separação por assuntos: “gestão temerária”, “despesas sem comprovação”, “gastos com empresas da construção civil”.

Detalhe: o montante de R$ 29 milhões não esquadrinhou -  por enquanto - as despesas do Departamento de Futebol do Inter, para as quais concorreram detalhes altamente subjetivos, como a contratação de “atletas de baixo potencial, mas de alto custo” – como irradiou a congênere “rádio-corredor” do MP-RS.

Há quem esteja de olho na maneira como o clube gastou, no futebol, outros R$ 51 milhões. Juntando, em graúdos, seriam R$ 29 mi + R$ 51 mi.

Somando, impressionantes R$ 80 milhões.

O dia de Cunha

Até oito meses atrás como cidadão sem antecedentes criminais, o notório Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deve ter acordado hoje com inquietações, na cela gelada de Curitiba.

É que nesta terça, o TRF da 4ª Região julga os recursos do malfazejo político e do MPF que, respectivamente, buscam zerar e ampliar a (primeira) pena de 15 anos e 4 meses, por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, proferida em março passado.

A previsão de diversas ´rádios-corredores´ de operadores jurídicos coincide: “Cunha não se livra”.

Mas ninguém arrisca dizer se a pena será diminuída ou aumentada.

Realidade pobre, realidade rica.

Há novos dados revelados pelo Conselho Nacional de Justiça sobre a população de presos provisórios no Brasil. São atualmente 251 mil, predominantemente não brancos, pobres e de baixa instrução, sem julgamento em primeira instância.

Fossem brancos, ricos e com bons advogados – desses que incursionam defensivamente na Lava Jato – nem presos provisórios seriam. E estariam, sim, na pauta do Supremo.

Que é aquela que: a) mantém o escandaloso foro privilegiado para figurões; b) revoga a prisão de condenados em segunda instância. Etc.

 Tratamento de milhões

O Ministério da Saúde conseguiu reduzir o preço de compra do ´Spinraza´ - único medicamento disponível no mundo, indicado para combater a atrofia medular espinhal, que é doença rara e degenerativa que atinge um em cada 10 mil bebês.

Cada paciente usa seis ampolas por ano e o custo unitário baixou de R$ 420 mil para R$ 209 mil.

O tratamento, que vem sendo determinado por liminares, é um dos itens mais altos das despesas do SUS, na rubrica de “remédios de alto custo”.

Mina de dinheiro, o ´Spinraza´ é comercializado pela Biogen de Cambridge, Massachusetts e foi desenvolvido pela Ionis Pharmaceuticals de Carlsbad, Califórnia.


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