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Edição de sexta-feira , 21 de setembro de 2018.
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Um grande lobby para tentar liberar os cigarros eletrônicos no Brasil



Arte de Camila Adamoli sobre foto Gannett

Imagem da Matéria

Bafo sem cheiro

A Souza Cruz começa esta semana uma nova frente negocial: tentará convencer a Anvisa – e a opinião pública - de que os cigarros eletrônicos não fazem mal à saúde. O planejamento verde-e-amarelo inclui seminários, conversas, distribuição de releases e afins para tentar realçar que esse tipo de tabagismo – proibido no Brasil desde 2009 – está liberado nos EUA e Europa.

A fumaça lobista – de médio e longo prazo - vai dar o que falar.

Os cigarros eletrônicos têm piteira e contêm cartucho substituível, preenchido com um líquido composto de propilenoglicol, nicotina e substâncias aromatizantes (estas últimas, opcionais).  O usuário aspira uma névoa contendo pequenas gotículas do líquido. Como complemento, vão junto micro gotas de nicotina que o fumante necessita para manter a dependência.

Riscos à saúde

Os cigarros eletrônicos, conhecidos como E-cigarettes, produzem substâncias tóxicas similares às encontradas no tabaco e podem prejudicar os pulmões e sistema imunológico, afirmaram recentemente cientistas da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos.

O novo estudo é tido como o primeiro em que animais foram expostos ao vapor de nicotina e comprovou que a alternativa está longe de ser uma alternativa segura para fumar.

Nos experimentos, os ratos expostos à fumaça dos E-cigarrettes sofreram danos leves nos pulmões e tornaram-se muito mais suscetíveis a infecções respiratórias. As respostas imunitárias a vírus e bactérias foram enfraquecidas e alguns animais morreram.

Os cientistas também descobriram que o vapor do cigarro eletrônico contêm toxinas 'radicais livres' semelhantes às encontradas na fumaça do cigarro e da poluição atmosférica. A pesquisa foi publicada no jornal online Public Library of Science One.

Papai Noel bem-vindo!

• Acompanhado, dia e noite, por uma tornozeleira e em prisão domiciliar há nove meses, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró está contando os dias (faltam 26) para a chegada do 24 de dezembro. A partir dessa data, ele poderá sair de casa nos dias úteis, entre 10h da manhã e 8h da noite, para zanzar por aí.

• Na mesma véspera natalina, o lobista Fernando Soares (o “Baiano”) também terá uma super alegria. Deixará de ser monitorado pela algema canelar e, então, terá apenas que dormir em casa (Barra da Tijuca, Rio) e prestar seis meses de serviço comunitário. A partir de julho ganha o mundo, livre e faceiro. E endinheirado, claro.

• E Pedro Barusco – que como ex-gerente da Petrobras “ganhou” o suficiente para devolver mais de R$ 200 milhões à estatal - no dia 31 de dezembro ele se livrará da tornozeleira. E a partir de março, poderá até viajar ao exterior. Tem cacife para o que der e vier.

• Na conjunção, já tem gente pensando que o crime compensa.

Dilema milionário

A “rádio-corredor” do Conselho Federal da OAB irradiou ontem (27) uma informação de que as dúvidas de Luciano Huck sobre sua candidatura – agora sepultada - ao Planalto em 2018 não tinham origem nem política, nem partidária.

É que, semana passada, ele ficou ciente de que a Globo rescindiria seu contrato, no mesmo dia em que se filiasse a um partido. Consequência imediata, perderia milhões em dinheiro (salários, produção de filmes, receitas de imagem e merchandising).

A propósito, a revista People With Money (EUA) diz que Luciano é “o apresentador mais bem pago no mundo” – receita anual de US$ 59 milhões. Uma bagatela de U$ 4,9 mi mensais – ou U$ 163 mil diários.

Não dá para perder tudo isso aí... Principalmente se a intenção for, mesmo, manter-se distante dos milhões que jorram no propinoduto.


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