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Sexta-Feira, 15 de Dezembro de 2017
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O curioso caso do sumiço “FIFA”



Há 41 anos, em 1976, Paulo Sant´Ana, escrevendo sobre a atuação da imprensa esportiva gaúcha, no jornal ZH, disse:
Reuniam-se no apartamento de um hoje, jantavam no de outro amanhã, firmavam pé numa posição colorada e no dia seguinte era um espetáculo ver o grupo inteiro desfilando nos jornais, nas rádios e na televisão exatamente as mesmas ideias”.

Voando para o presente, há menos de uma semana, o escritor Peninha escreveu, no mesmo jornal:
"Não sei se vamos conquistar de novo o continente e depois acabar com o planeta - espero, torço e rezo para isto. Mas futebol se joga dentro do campo e não nas páginas da IVI”.

Golaço de Eduardo Bueno! Fez a festa de todos os resistentes contra a IVI (“Imprensa Vermelha Isenta”) mundo afora.

Mas o "espírito vermelho da imprensa" existe desde 1940, como já demonstrei há algumas semanas aqui neste espaço. No entanto, a identificação com a sigla IVI surgiu com o blog Corneta do RW, responsável pela criação e divulgação.

Hoje é citada frequentemente pelas redes sociais e por vários veículos de comunicação, mesmo com alguns “vermelhos isentos” participando de suas programações. Porém, a sigla jamais foi mencionada no jornal Zero Hora tendo em vista o lobby forte para manter o "foro privilegiado dos vermelhos".

Como venho denunciando desde o início do blog, a IVI atua no binômio exaltação vermelha/depreciação azul. Por exemplo, no mundo da IVI só existem três Gre-Nais na história: o do Larry (1954), o do século (1989) e o do Fabiano (1997), todos vencidos pelo Internacional, dois com goleada. As grandes vitórias do Grêmio raramente são lembradas.

Outro exemplo mais recente é a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Denominada de "segundona" na oportunidade em que o Grêmio jogou, passou a ser elegantemente tratada como "Brasileirão-série B" neste ano. E por aí vai ...

Mas a última pérola lançada na semana passada mostra que a IVI é vigorosa e obstinada. Vejam: desde 2006 (ano em que o Inter venceu o Mundial) até a celebração do nosso recente título da Libertadores, o campeonato para o qual fomos habilitados era denominado pela IVI de "Mundial FIFA". Agora, passou a ser chamado simplesmente de “Mundial Interclubes”.

Portanto, em menos de 24 horas após a conquista do tri da América, a IVI baniu o nome da entidade máxima do futebol de seu dicionário. Os isentos fardados da IVI surfavam nas nuvens da corneta até o dia em que foi reconhecido que todos os vencedores do mundial no seu antigo formato são “campeões FIFA”...

Mas não adianta: a IVI tem foro privilegiado no Rio Grande do Sul, pois desde 1940 faz, acontece e domina as redações esportivas. Não há limites.

Rápidas

1) Impressionante o nervosismo de alguns integrantes da IVI. Respondem as flautas gremistas sem nenhum pudor. Comportam-se como torcedores e não ficam ruborizados.

2) Magnífica atuação da IVI. Em pouco tempo vai transformar o novo técnico do Inter na maior promessa do futebol brasileiro.

3) Esforço elogiável da IVI de comparar o time mexicano (Pachuca) com o Mazembe, demonstrando assim que a ferida contra o fiasco do time africano não cicatrizou.

4) A IVI da Ipiranga não conseguiu localizar Fernando Carvalho em 2017, navegando assim o maior popstar da mídia vermelha em águas tranquilas após levar o Inter para a série B (antiga segundona).

5) “Pior Real Madrid dos últimos anos” será o grande filme que a IVI vai apresentar até o final do Mundial.


Comentários

Joni Marques - Bacharel Em Direto 05.12.17 | 19:22:46
Aprovado.
Julio Cesar Sanvido - Advogado 05.12.17 | 15:54:40
.............veja início no post abaixo............, mal sabia, também decretara toque de recolher. Agora preciso um defensor melhor preparado, tipo JURISTA autoproclamado - ou até ENGENHEIRO editor de blog - capaz de escrever 3 parágrafos não repetitivos, inteligíveis e sem espancar o português. Contato 99842-1161.
Julio Cesar Sanvido - Advogado 05.12.17 | 15:50:21
Ainda em Buenos Aires, o Senhor absolutista do reino "Empáfia & Pedantismo" decretou feriado na 5a.feira. Apesar disso, trabalhei até 18:00 h, imaginando estar protegido pelo direito a desobediência civil. Ao voltar para casa fui parado, admoestado e enquadrado na lei penal daquele Estado por milícias de desocupados que, pelos excessos, já tinham passado o dia inteiro atazanando a vida do Brasil que presta. O habeas preventivo foi negado com base no mesmo ato que >>>>> continua no post acima....
Alex Jung - Advogado 05.12.17 | 11:09:11
Certa vez vi uma cena no filme "Um Drink no Inferno" (Quentin Tarantino, George Cloney), no qual um dos personagens, um ex-pastor, no interior de uma boate, após os bandidos interpretados pelos citados atores terem passado por diversas barreiras policiais, pergunta ao personagem de George Cloney: "Você está tão acostumado a perder que não percebe quando venceu?" É exatamente isso que penso, com todo o respeito, do articulista. Aliás, para os gremistas, todos são colorados: árbitros, julgadores de tribunais esportivos etc. No entanto, sempre ouvi falar que os diretores da maior empresa de comunicação do RS torcem para o lado azul. Logo, pergunto ao articulista: "Você já perdeu tanto que não sabe quando venceu?"  
Cesar Franco De Lima - Empresário 05.12.17 | 10:07:34
Sei que tás/tão tirando "sarro" dos colorados. Faz parte. Mas citar Paulo Santana e Peninha é "apelar". É não ter argumentos. Dois fanáticos incorrigiveis, onde o azul é o ceu , e o vermelho o infermo, para não dizer um o Deus outro o diabo. Ora, usa teus próprios argumentos, a flauta faz parte. Mas menos batista, menos.
Atila Bastos - Contador 05.12.17 | 10:05:12
Perfeitas considerações ivísticas, como de costume.
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