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Edição de terça-feira , 18 de setembro de 2018.

Numa eleição com sete candidatos, Rodrigo Collaço é eleito presidente do TJ-SC



TJ-SC (Divulgação)

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Collaço, o futuro presidente do TJ catarinense, já foi presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros

O desembargador Rodrigo Collaço, de 54 anos, foi eleito ontem (6) o novo presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A vitória ocorreu depois de uma votação em dois turnos. No primeiro, Collaço liderou com 33 votos, oito a mais que César Abreu. No segundo turno, o novo presidente do TJ venceu por 47 a 44. Um desembargador votou em branco.

A nova gestão toma posse no dia 10 de fevereiro de 2018 e fica à frente do tribunal por dois anos.

Além de Collaço e Abreu, concorreram a presidente Ricardo Fontes, Maria do Rocio Luz Santa Ritta, Alexandre d' Ivanenko, Jorge Luiz de Borba e Joel Dias Figueira Júnior. No primeiro turno, Collaço recebeu 33 votos contra 25 de Cesar Abreu, 20 de Fontes e 14 de D' Ivanenko.

A votação iniciou às 9h12min. O processo foi manual, dividido em duas urnas para que os 92 desembargadores presentes pudessem votar. Apenas um dos 93 magistrados que formam o tribunal (Paulo Henrique Martins) não esteve presente.

Logo depois da escolha do presidente, os desembargadores elegeram Moacyr de Moraes Lima Filho como 1º vice-presidente. A escolha dele, assim como fora com a de Collaço, foi acirrada: venceu Sérgio Heil por 46 a 45; houve um voto em branco.

A nova administração será integrada também pelos desembargadores:

2º vice-presidente - Des. Carlos Adilson Silva;
3º vice-presidente - Des. Altamiro de Oliveira;
Corregedor-geral da Justiça - Des. Henry Goy Petry Júnior;
Vice-corregedor-geral - Des. Roberto Lucas Pacheco.

Rodrigo Tolentino de Carvalho Collaço, natural de Florianópolis, iniciou na magistratura catarinense como juiz substituto lotado na Corregedoria-Geral da Justiça, em 1989. Logo depois, atuou nas comarcas de Urubici e de Florianópolis e, como juiz titular, atuou em Papanduva, Palmitos, Porto União, Chapecó, Joinville e Capital.

Presidiu a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) de 1999 a 2003, e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) de 2005 a 2007. Assumiu como desembargador em 2012. 


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