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Edição de terça-feira , 18 de setembro de 2018.

Depois da audiência adiada, juiz dá meia-volta



Depois de toda a controvérsia – que varou o Estado – a propósito da transferência de uma audiência, para que torcedores gremistas e secadores colorados pudessem assistir o jogo do Grêmio, no próximo dia 12, o juiz Marcelo da Silva Carvalho deu meia-volta na decisão judicial.

Ele escreveu ter-se equivocado “no despacho retro na medida em que a audiência já havia sido cancelada em 24/11/2017”.

Assim, ele revogou a decisão anterior e determinou que “voltem os autos conclusos para sentença”.

A “rádio-corredor” da OAB de Santa Cruz do Sul não perdeu a ocasião, ontem (6) para ser espirituosa e deixou uma sugestão: “Nessa ação que já tem dois anos e meio de demora processual, bem que o magistrado poderia proferir a sentença durante a realização do jogo, mostrando assim prioritário apego à cena forense”. (Proc. nº 1.15.0000694-9).

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Juiz gaúcho adia audiência em 40 dias por causa de jogo do Grêmio em Abu Dhabi


Comentários

Carlos Alberto Stimamilio - Aposentado 07.12.17 | 20:59:05
Depois desse comportamento inadequado para um magistrado, sentenciar no processo que tramita durante dois anos e meio é o dever daquele juiz, que expôs a sua pessoa e o Poder Judiciário gaúcho a um episódio que beirou ao ridículo.
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Magistrados podem, ou não, julgar ações em que haja atuação de familiares?

A AMB busca, em ADIn, a inconstitucionalidade do art. 144 do CPC. Este dispõe que há impedimento do juiz em ação “em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim”. Em rebate, a AGU sustenta a constitucionalidade do dispositivo.