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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.

Potins desta terça-feira



• Era uma vez o partido da ética...

Fundado em 10 de fevereiro de 1980, o PT foi integrado originalmente por um grupo heterogêneo de militantes de oposição à ditadura militar, sindicalistas, intelectuais, artistas e católicos ligados à Teologia da Libertação. Ele surgiu e consolidou-se como “o partido da ética, que promete e se compromete a não roubar, nem deixar roubar”.

Assim foi por cerca de 25 anos: era um desafio encontrar um membro do Partido dos Trabalhadores envolvido em algum escândalo.

Hoje o difícil é não encontrar.

• PeRdidos de vista

Com R mesmo. A decisão sobre o final do foro privilegiado – já com resultado definido (7 x 1) desde 23 de novembro - foi interrompida por peRdido de vista feito por Dias Toffoli. A sociedade espera que, em fevereiro, o ministro cumpra seu papel constitucional de julgar.

A propósito de pilhas de processos represados, é ruim para a cidadania saber que há 140 inquéritos contra políticos parados no Supremo no aguardo de decisões.

Só para lembrar um dos paralisados é o inquérito que tem como indiciado Fernando Collor. Que já se lançou pré-candidato à Presidência...

Em pleno verão (1)

A Polícia Federal espera, ainda para fevereiro, logo depois do carnaval, o “cumpra-se” judicial paranaense para desencadear dezenas de prisões, buscas e apreensões e assemelhados. Os alvos serão – já se sabe – figuras carimbadas: políticos e empreiteiros.

A propósito: também em fevereiro haverá efervescências com o braço carioca da Lava-Jato.

• Em pleno verão (2)

Antes da chegada da primavera, dois assuntos vão estourar no Supremo. Primeiro: o estúpido e esperto auxílio-moradia (para magistrados, promotores, políticos e outros apaniguados) fuzilado pela cidadania.

Enquete na página do Senado já recebeu mais de 754 mil adesões. As opiniões são incisivas: 751.350 contrárias e 3.209 a favor.

Segundo: a remuneração na Advocacia-Geral da União. É que os advogados públicos em geral recebem acima do teto constitucional, graças às verbas sucumbenciais que recebem por vitória(s) nas causas em que defendem o Poder Público.

O Portal da Transparência relata casos de até R$ 1 milhão.

• Março nebuloso

Quando a condenação de Lula a 12 anos e 1 mês de prisão estiver completando dois meses, na última semana de março próximo, deverá estar saindo do forno, em Curitiba, uma nova sentença que seguramente terá repercussões internacionais.

É naquela ação penal em que o ex-presidente Luiz Inácio é acusado de receber propinas da Odebrecht por meio do aluguel do apartamento vizinho à cobertura onde ele mora.

• Dinheiro posto fora

A Petrobras vendeu, este mês, sem alarde, num leilão internacional as plataformas de perfuração P-59 e P-60. Elas estavam paradas, inchando os prejuízos. Só que a alienação de ambas foi por US$ 38,5 milhões. No mercado, uma nova (só uma...) custa US$ 130 milhões.

Acredite o leitor, a Petrobras pagou, em 2012, por cada uma das plataformas, US$ 360 milhões ao consórcio Paraguaçu formado pelas notórias Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, todas alvos da Lava-Jato.

• “Grande gestor”

O baú do Espaço Vital relembra que a doutora Dilma esteve no lançamento da P-59 na Bahia. Na ocasião, fez um daqueles seus discursos sem pé nem cabeça e cumprimentou o então presidente da estatal José Sérgio Gabrielli, elogiado como “o grande gestor que propiciou a construção dessa plataforma”.

De sobremesa, Dilma também afagou o diretor Renato Duque. Aquele que foi condenado, em agosto passado, a dez anos de prisão.

• Otimismo e pessimismo

Como já se leu aqui, o Brasil perdeu para o Uzbequistão o título de “país da felicidade” e passou a disputar com a Colômbia o título de vice.

O brasileiro segue sendo profissão esperança” – diz o pesquisador Marcelo Jeri, da Fundação Getúlio Vargas.

A mesma pesquisa revela que entre os países com menor expectativa de felicidade futura estão quatro nações que vivem tragédias humanitárias: Haiti, Iêmen, Síria e Afeganistão.

• O pior reflexo

Em três anos, o Brasil registrou o fechamento de quase três milhões de empregos formais. A aparente estabilidade no mercado de trabalho no ano passado esconde uma perda de 1,5 milhão de vagas em 2015; 1,3 milhão em 2016; e 20 mil em 2017.

O Brasil ainda tem 12,6 milhões de desempregados – segundo o IBGE.

A face mais perversa da recessão vivida nos últimos anos, revela também uma (triste) constatação humana: “todos os brasileiros conhecem alguém que está sem trabalho, ou precisa se virar fazendo bicos”.


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