Ir para o conteúdo principal

Edição sexta-feira , 20 de julho de 2018.

Potins desta quinta-feira



• Novos tempos?

Em linha inversa à sorte ou inocência de Romero Jucá (ver matéria nesta mesma edição do EV) três deputados federais estão presos: Celso Jacob (PMDB-RJ), Paulo Maluf (PP-SP) e João Rodrigues (PSD-SC).

Em comum, porém, eles mantêm os mandatos intactos, com direito a salários.

Com reprovação popular de 60%, a Câmara terá que, afinal, decidir sobre as cassações dos corruptos.

•“Penduricalhíssimos”

A “rádio-corredor” do Conselho Federal da OAB revelou, esta semana, dados que desnudam o Rio de Janeiro como o Estado que mais tem diferentes tipos de benefícios para seus juízes e desembargadores estaduais: “pré-escola”, “educação”, “transporte”, “saúde”, moradia” e “alimentação”.

As torneiras financeiras ali abertas custam R$ 6,9 milhões mensais.

O TJ gaúcho gasta R$ 4 milhões por mês, a título de “auxílio-moradia”, “auxílio-alimentação”, “parcela autônoma de equivalência” e até o gentil “abono-família”, que não é pago em nenhum outro Estado.

• Comparações

• Nos EUA, nada de mordomias: magistrados não têm direito a compensações para bancar casa e outros custos.

 Automóveis, só para os nove integrantes da Suprema Corte dali.  E atenção para o detalhe: os ministros recebem carros de  propriedade do Estado, mas eles próprios dirigem os veículos no percurso casa-trabalho-casa.

• O salário normal de um juiz no Brasil representa 19,8 vezes a renda média dos cidadãos brasileiros. Os magistrados estadunidenses ganham somente 3,6 vezes a mais do que a média nacional dali.

• Sem subterfúgios

Não se sustenta aqui que a magistratura brasileira não tenha o direito à remuneração condigna. A discussão que, afinal, deverá chegar ao STF em março, é uma oportunidade para que os 11 ministros dali brequem, afinal, a imoralidade. Em vez de benefícios nada transparentes, que sejam pagos, às claras, salários condizentes com as funções dos servidores e devidamente tributados.

A sociedade repugna a ousadia dos pagamentos – sem tributação – que eleva, de forma dissimulada, os ganhos da alta e elítica burocracia pública.

• Pensem bem!

Claro que os magistrados não precisam, por ora, declarar à Receita Federal o que ganham como penduricalhos.

Mas experimente o cidadão comum organizado deixar de declarar algum ganho, para ver o que acontece...


Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Potins desta sexta-feira

 Negado vínculo de emprego entre carregador de tacos de golfe e o Country Clube de Porto Alegre.

 Um homem e sua união estável com duas mulheres

TRF-4 mantém liminar que impede governo do RS de arquivar a extinção da Fundação Piratini.

 CF da OAB diz que o modelo da Agência Nacional de Saúde e outras reguladoras está falido.

 Auxílio-acidente depois do auxílio-doença.

 MPF vai pedir, em agosto que Adriana Ancelmo volte para a prisão.

Potins desta sexta-feira

•  Cartazete em escritório de advocacia gaúcho explica a cobrança de R$ 150 por consulta: “É da mesma forma como acontece quando o(a) distinto(a) cidadão(ã) vai a um médico particular”.

• Pensões distintas para filhos do mesmo pai. O STJ flexibiliza o princípio da igualdade absoluta de direitos.

•  Um precedente do TST que vai mexer no adicional noturno.

•  Restrições ao prazo em dobro quando houver litisconsórcio de réus.

•  Os apertos de julho... E o que nos espera em agosto?

Potins desta terça-feira

 O futuro presidente Toffoli já começa a pensar no aumento para o Judiciário.

• Rodrigo Janot vem ao RS para falar sobre eleições e corrupção.

 Foi em Santiago (RS), a audiência criminal em que o réu não aceitava uma mulher juíza!

 O ano de 2014 que ainda não acabou em Porto Alegre.

 Desaprovação ao governo brasileiro só não é pior do que a de Bósnia-Herzegovina.

 O jeitinho para evitar o avanço no combate da corrupção no Brasil.

• Discriminação nos EUA contra mulheres grávidas empregadas.

 Colega de Rosa Weber no STF avalia que ela é a “ministra pêndulo”.

• Os 60 dias pedidos pela PGR que vão ajudar Michel Temer.

Potins desta terça-feira

 Gleisi Hoffmann quer que o Judiciário se sensibilize com o caos social e libere Lula.

• Na política brasileira, outubro chegou em junho.

 STJ decide se cidadã pode deixar de se chamar Tatiana, para ser Tatiane.

 Ainda sem título definitivo, vem aí as “memórias do cárcere de Lula”.

• As buscas no apartamento de Augusto Nardes: nada ostensivo...

 Brasileiros acreditam pouco na seriedade das eleições.

•  Benesses para os planos de saúde: 107% de aumento em sete anos.

Potins desta terça-feira

 Maior jornal da Inglaterra diz que “Sérgio Moro é “o homem que encerrou cinco séculos de impunidade no Brasil”.

 Governo acaba de criar mais um elefante branco: o SUSP, irmão do SUS.

•  STF vota na quinta-feira (24) proposta de nova súmula vinculante.

 Quando a “utilidade política” prevalece sobre a utilidade pública...

 Embaixadas para Temer, Moreira e Padilha – se Alkmin for Presidente da República. Mas ele nega.

• População com 60 de idade, ou mais, estará superando os moços de 16 a 24 anos, nas eleições de outubro.

 Impasse no TST para tentar orientar decisões uniformes em ações trabalhistas.

 Prorrogação do benefício de salário-maternidade, em decorrência de parto prematuro.

Novo slogan de Temer vira piada nas redes sociais

• A importância da vírgula: o presidente diz que “o Brasil voltou, 20 anos em dois”.

• Mas há quem ironize: “o Brasil voltou 20 anos em dois”.

 Uma busca e apreensão – por engano – na casa do secretário adjunto do CF-OAB.

 A prescrição que agrada banqueiros.

 Gilmar Mendes prevê uma avalanche processual nos foros e tribunais, Brasil afora.

 Quanto é dois mais dois?

• Uma análise de Joaquim Barbosa sobre o sistema político brasileiro.