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Edição sexta-feira , 20 de julho de 2018.

Elite do funcionalismo economiza R$ 6,4 bilhões por ano com os penduricalhos



Chargista Duke

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Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou nesta segunda-feira (5) que “a elite do funcionalismo público - formada por membros do Judiciário, Ministério Público e Tribunais de Contas - tem quase um terço da renda isento de Imposto de Renda”.

A publicação detalha que, no ano fiscal de 2016, cada juiz, desembargador, promotor, procurador, ministro ou conselheiro de tribunal de contas recebeu em média R$ 630 mil, sendo R$ 180 mil livres de tributos. Esse nível de isenção é explicado pelo recebimento de auxílio-moradia e de uma série de outros penduricalhos, que não pagam imposto de renda.

Os dados relativos aos ganhos de 2017 só estarão disponíveis depois da próxima declaração de I.R.

Se fossem tributados, esses rendimentos pagariam alíquota de 27,5%. Com a isenção, a elite dos servidores economiza R$ 6,4 bilhões por ano” – afirma o jornal paulista.

Para o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Bernard Appy, os dados da Receita mostram distorções nas cobranças de tributos. "Quanto maior a renda, maior é a parcela total da renda isenta” – diz ele.

O pagamento dos “auxílios” a magistrados e membros do Ministério Público tem sido questionado e as categorias reagiram, marcando uma greve geral de advertência para o próximo dia 15. Na semana seguinte, o STF vai julgar se elimina, mantém, ou diminui o “auxílio-moradia”.


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