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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.

Potins desta terça-feira



• O outono de Cunha

A defesa de Eduardo Cunha conta os dias para ingressar, em maio no TRF-4, com o pedido para que o ex-deputado possa cumprir em casa o restante da pena de sua primeira condenação (15 anos e 4 meses), na Lava-Jato, por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. É aquele caso da propina de R$ 5 milhões, na venda de um campo de exploração de petróleo em Benin, na África.

Os advogados e o próprio Cunha sabem que o pleito de progressão de regime - por cumprimento de um sexto da pena - não resultará em liberdade, na prática. É que há diversas outras ações penais em curso contra ele.

A próxima a ser sentenciada é a do suposto desvio de dinheiro na compra de navios-sonda da Petrobrás.

• O sol quadrado

As possibilidades de Sérgio Cabral voltar a ver, todos os dias, o sol nascer redondo estão se esgotando. Nas próximas semanas, o TRF da 4ª Região julgará a primeira apelação do ex-governador carioca.

Já condenado a mais de 100 anos de cadeia na Lava Jato, ele enfrentará a 8ª Turma. São os mesmos desembargadores que aumentaram a pena de Lula.

• Madame Tartaruga, a bem-vinda

Madame Tartaruga esteve na sexta-feira na 2ª Vara Judicial de São Lourenço. Queria saber “as últimas” de uma ação penal em que estão denunciados um ex-juiz de direito, o pai dele, dois advogados e um servidor forense.

A ovípara quelônia de sangue frio - que ordinariamente anda rojando o ventre pelo chão - saiu satisfeita ao constatar que o processo, que ali aportou há mais de cinco anos, encontra-se parado há 15 dias.

Está num plácido local cartorário, para a difícil tarefa de “juntar documentos”.

A réptil logo fez uma anotação em sua agenda de chicanas: “Confraternizar com os amigos no dia 26 de abril”. Em tal data a ação completará seis anos de secundária tramitação na comarca. (Proc. nº 067/2.12.0000502-2).

• Mulher sem respeito

Decisão judicial que negou medidas protetivas a uma mulher ameaçada de morte pelo ex-namorado, também criticou a decisão dela de fazer o pedido, sem apresentar uma representação criminal.

Para o juiz plantonista Joseli Luiz da Silva, do Foro de Goiânia (GO), ao agir assim, a mulher não se dá ao respeito.

O magistrado também sugeriu que ela colocasse "para moer", (...) “porque legítima defesa é muito mais eficaz que qualquer medidazinha de proteção". Mais: “É um nada decidir que o agressor deve manter determinada distância”.

A perolar digressão jurisdicional continua: “Enquanto a mulher não se respeitar, não se valorizar, ficará nesse ramerrão sem fim - agride/reclama na polícia/desprotegida".

O juiz arremata: “Se a representante quer mesmo se valorizar, se respeitar, se proteger, então bata com firmeza, bata com força, vá às últimas consequências, e então veremos o quanto o couro grosso do metido a valente suporta". (Processo em segredo de justiça).


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