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Edição de Sexta-feira, 20 de abril de 2018.
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A IVI em dia de fúria: a culpa é da mulher adúltera...



Ir para a segunda divisão (rebatizada, pela novilíngua da IVI, de Brasileirão da Série B), retornar aos trancos e barrancos, perder a decisão para o ´Nóia´ e ficar de fora da decisão do Gauchão deixaram a IVI desazada.

Final do Gauchão. A IVI em dia de fúria. Pedro Ernesto disse uma frase genial: “Tudo o que aconteceu na Arena passa pela expulsão de Eder Sciola”.

Diogo Olivier disse que a expulsão foi indevida.

O comentarista de arbitragem, membro da Cia – Comentaristas Isentos de Arbitragem – Marcio Chagas foi categórico: “Eu não expulsaria” . (Diori – que desta vez acertou junto com Sport TV - por discordar, deve estar sendo amaldiçoado pela IVI).

Mauricio Saraiva estava desgostoso com o jogo e a arbitragem. E twitou: “Daronco mexeu no resultado do jogo!” (Ele esqueceu o que disse sobre o lance que lesionou Neymar na Copa de 2014. (Há uma foto da cabine da Rádio Gaúcha que mostra a tristeza da IVI).

Estratégia da IVI: dizer que a expulsão foi determinante. Consequência da tese: desqualificar a vitória e colocar a arbitragem sob pressão. Essa expulsão é ´commoditie´ para a IVI. Vai render muito. Daronco estará marcado. Estará devendo milhões de bitcoins esportivos. E a IVI, se a dívida não for paga, protestará. Em cartório. Já tentarão resgatar as commodities no jogo de Pelotas.

A frase de Pedro Ernesto tem duplo sentido: quer dizer que se a expulsão não tivesse ocorrido, o Brasil poderia incomodar o Grêmio. Logo, culpa da arbitragem. E, é claro, tem a intenção de tirar qualquer brilho e mérito que o Grêmio possa ter tido.

A IVI é demais. Segue uma cartilha bem definida.

Há uma historinha que pode ajudar aqueles que colocam no lance da expulsão o ponto central do jogo. Conto-a no parágrafo seguinte.

Uma mulher, maltratada pelo marido, arranjara um amante, a cuja casa ia uma vez por semana. Precisava atravessar um rio para visitá-lo. Podia fazê-lo de duas maneiras: por uma ponte ou por barca. Pela ponte corria o risco de cruzar com um malfeitor.

Um dia, demorou-se mais que de costume e, quando chegou ao rio, o barqueiro não quis levá-la, dizendo que seu expediente terminara. Pediu então ao amante que a acompanhasse até a ponte, mas este recusou, alegando cansaço. A mulher resolveu arriscar, e o malfeitor a matou.

Pergunta-se: quem é o culpado? O barqueiro burocrata? O amante negligente? Ou a própria mulher, por adúltera? E comenta-se: "Em geral, as pessoas culpam um desses três, mas ninguém se lembra de quem matou".

Pois é, preclara IVI: o culpado pela expulsão foi...o jogador do Brasil, que abriu a caixa de ferramentas. Bingo!

A IVI quer culpar o árbitro, Luan ou a avó do Badanha. Pena que não se pode aplicar esse critério com efeito retroativo (em Direito se diz ex-tunc). Por ele, Dourado estaria lascado, pela sua perícia de fazer rodizio de faltas em Luan.

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Lênio Streck escreve Jus Azul às terças-feiras. Contato: lenios@globomail.com

Roberto Siegmann escreve Jus Vermelha às sextas-feiras. Contato: roberto@SiegmannAdvogados.com.br


Comentários

Alexander Farias Baedorf - Auxiliar Administrativo 03.04.18 | 11:54:43

Acessem:


https://twitter.com/AlexCanalMusic/status/980918822961020929 .


E verão uma precedente opinião de Marcio Chagas.

Oli Nedel Filho - Advogado 02.04.18 | 14:37:28

Lênio! Talvez não tenhas de dado conta do integral conteúdo da manifestação do Márcio Chagas, quando da análise do lance da expulsão. Disse ele, quando questionado se daria, ou não, a expulsão: "DADA A IMPORTÂNCIA DO JOGO (grifei), não daria". Vejo que o(s) reflexo(s) dos doutos ministros do STF já começam a estender os seus tentáculos, pois de acordo com o comentarista de arbitragem, a infração deve ser dada de acordo com a importância do jogo, independente da sua existência. Nossos dias estão cada vez mais sombrios.

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