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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Juíza considera que “bicho” para jogadores e treinadores de futebol é salário



´Bicho´ é salário

Conhecida como "bicho", a remuneração paga “por fora” ao jogadores e treinadores de futebol - caso o clube vença determinado(s) jogo(s) - integra o salário. A decisão é da juíza Maria Fernanda Zipinotti Duarte, da 30ª Vara do Trabalho de São Paulo (SP), ao julgar ação trabalhista do auxiliar técnico Milton Cruz contra o São Paulo Futebol Clube.

Ele passou duas vezes pelo clube, onde acumulou 20 anos de trabalho.  Segundo a sentença, o “bicho” integra o salário, mesmo sendo uma verba de valor variável. Assim, o clube terá que considerar a quantia para compor 13º salário, férias e FGTS. Não há trânsito em julgado.

Se a sentença for confirmada, oportunamente, pelo TRT-SP e pelo TST, seus efeitos vão se estender pelo futebol profissional de todo o Brasil (Proc. nº 1002202-02.2016.5.02.0030).

A origem do ´bicho´


Reconhecido como “o comentarista esportivo da palavra fácil”, o gaúcho Luiz Mendes (1929/2011), de Palmeira das Missões (RS) - que fez quase toda sua carreira na Rádio Globo, do Rio - deixou entre suas crônicas uma que explicou a origem do “bicho” futebolístico.

Era 1923, quando o Vasco da Gama subiu à primeira divisão carioca. Então, um rico cerealista da Rua do Acre, no Rio, vascaíno apaixonado, resolveu premiar com dinheiro os jogadores. Mas isso era proibido, em plena vigência do amadorismo.

Então, antes dos jogos, o cerealista ia ao vestiário para dizer aos jogadores o que eles ganhariam, se vencessem o jogo. Nesse tempo, as notas de dinheiro tinham uma espécie de determinação zoológica: 5 mil-réis representavam um cachorro; 10 um coelho; 20 um peru; 50 um galo; 100 uma vaca e 400 uma vaca de quatro pernas.

Os jogadores perguntavam:

- Qual o “bicho de hoje”?

E o cerealista respondia:

- Um coelho – era a oferta habitual.

Mas, dependendo da partida, valia um galo e até uma vaca simples.
 
Após uma decisão vitoriosa entrava, no bolso de cada jogador campeão, uma vaca de quatro pernas…

Se ficar, o bicho pega


Pelo quarto ano seguido, os planos de saúde estão sendo reajustados na faixa dos 13%. O percentual é extraordinariamente superior à inflação e seguramente maior ainda do que os reajustes dos salários dos segurados.

Dilma e Temer, nos seus três anos e meio de desastrada gestão compartilhada, conseguiram empurrar milhões de brasileiros para a ladeira do “Se correr, o SUS te pega; se ficares, o plano te come”.

O dia de Claudia


A 8ª Turma do TRF-4 vai julgar, na quarta-feira 2 de maio, o recurso do Ministério Público Federal contra a absolvição de Claudia Cruz, dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A tese recursal do Ministério Público é que as assinaturas da mulher de Eduardo Cunha estão comprovadamente lançadas nas contas na Suíça, onde o maridão depositou dinheiro de origem suspeita.

A defesa da ex-primeira-dama da Câmara dos Deputados leva na devida avaliação que, nos cinco julgamentos de casos semelhantes ao dela, analisados até hoje pelo tribunal, as absolvições concedidas pelo Juiz Sergio Moro viraram condenações.

A propósito, conta o jornalista Ricardo Boechat que “pessoas próximas a Claudia Cruz revelam sua disposição em voltar ao batente, profissão que exercia antes de se casar com o ex-deputado”. As sondagens feitas no mercado até agora não surtiram efeitos.

O Espaço Vital complementa: Cláudia, 50 de idade atual, fez sucesso nos anos 90 na Rede Globo, onde foi âncora do Fantástico e do Jornal Hoje. Saiu brigada com a emissora, vencendo-a definitivamente em outubro de 2008, em uma ação trabalhista milionária, obtendo direito a várias parcelas pelo vínculo trabalhista pessoal.

Na prática, Claudia Cruz tinha sido contratada como pessoa jurídica para burlar a legislação trabalhista. (Proc. nº AIRR 1.313 /2001-051-01-40.6).


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