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Edição antecipada 21-22 de junho de 2018.
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Falta respeito com o Internacional



Imagem da Matéria

Ficou marcado na minha memória aquele jogo da Libertadores em que o nosso goleiro, após a marcação de um pênalti, foi para cima do árbitro, que voltou atrás na decisão. Falo do Abbodanzieri, uma autoridade em Libertadores.

Na beira do campo outra autoridade, o Jorge Fossati - que revelava sem filtros a sua irresignação, pois conhecia como ninguém a política de interesses na Conmebol.

Quando isso ocorreu havíamos sofrido, no ano anterior, um dos maiores roubos da história do futebol brasileiro. Aquele episódio provocou reações fortes de alguns colorados. O Inter teve o seu prestígio confirmado pela reação forte.

Em uma outra situação um presidente do Inter elaborou um dossiê dos "erros" dos árbitros em desfavor nosso.

Vivemos uma etapa onde repetidamente nos "batem a carteira" dentro do campo.

Alertei para o fato de que as desastradas manifestações dos dirigentes em 2016, comparando a possibilidade de cair com a tragédia da Chapecoense e outra quanto ao desejo dos jogadores de que o campeonato não terminasse.

Agora pagamos o preço da perda do nosso prestígio.

Pois bem, somos vítimas fáceis.

Fora a incomparável situação dos técnicos e dos jogadores para uma reação qualificada e eficiente, há a política do mimimi da direção. Ao invés de uma reação forte na forma e de quem sabe o que decidir, o chororô fica restrito aos microfones das emissoras de rádio locais.

No mínimo, após aquele jogo a direção deveria ter iniciado, com voz forte, uma bem estruturada reação. O S. C. Internacional é um gigante, contando com uma enorme estrutura de imprensa, jurídica, etc. Não pode funcionar na proporção minúscula dos seus episódicos dirigentes.

Tudo isso, embora pareça secundário, é que motiva os atletas por resultados.

Falo enquanto há tempo.


Comentários

Celso Spielmann - Advogado 27.04.18 | 14:45:11

Comentava na segunda feira passada, 23/04/2018, a falta que faz na direção do Internacional alguém que tomasse atitudes como fazia o saudoso Arnaldo Ballvê. Lembro de um jogo no Beira Rio quando o árbitro que apitava, estava "garfeando" o Internacional. No intervalo, o Sr. Balvê foi ao vestiário do trio de arbitragem e comunicou que caso a atuação continuasse daquela forma, ele abriria os portões da "coréia", e que ele não se responsabilizaria pelo que poderia acontecer. No final o Inter venceu.

Marcelo Vilani - Advogado 27.04.18 | 11:29:56

Concordo com a colocação. O que está acontecendo no SC Internacional é que se tem um discurso de não rebater de frente com arbitragem dentro de campo. Não há discussão, apenas o D'Ale discute, por isto é marcado, o resto enfia a cabeça no buraco, falta comando!

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