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Edição sexta-feira , 20 de julho de 2018.

1968: a redenção de uma geração tricolor



Base de dados do blog Corneta do RW

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Por Pedro Hübner Wortmann, advogado e historiador
Pedrowortmann@advogados.com

O ano de 1968 não foi um período fácil para os historiadores e jornalistas, em virtude de diversos eventos que eclodiram e foram capazes de deixar uma identidade ou um modo de pensar para as gerações seguintes.

No Brasil, a “Passeata dos Cem Mil” foi um espasmo de atuação da sociedade civil contra a ditadura militar; o mês de maio na França redefiniu comportamentos da juventude para os seus sucessores; os discursos do Dr. Martin Luther King se transformaram no alicerce na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.

A seu turno, o historiador Eric Hobsbawm nomeou o período como a “Era dos Extremos”. E o jornalista Zuenir Ventura, ao se debruçar sobre o ano de 1968, prefere dizer que este nunca acabou. No que diz respeito ao Grêmio, ambos estão certos.

Isto porque, neste ano o Imortal Tricolor comemorará o heptacampeonato de uma das gerações mais vitoriosas de sua história (1955-1968). Seus quadros forneceram personagens que ainda hoje permeiam o imaginário de qualquer torcedor.

Entre os craques: Joãozinho, o maior artilheiro do Grêmio em campeonatos gaúchos; Juarez e Alcindo, ainda entre os maiores goleadores do clube; Airton Pavilhão, talvez o nosso maior zagueiro; Marino, último jogador a marcar quatro gols em um único Gre-Nal; Milton Kuelle e sua extensa lista de serviços ao clube.

A referência a estes nomes é meramente ilustrativa, porém é extensa e proporcional aos grandes feitos, entre eles a conquista de 12 campeonatos estaduais em treze; o primeiro time de fora da Argentina a ganhar do Boca Juniors na Bombonera por quatro gols; a superação do hexacampeonato do nosso rival ao acumular sete conquistas seguidas em 1968, marca de enorme simbolismo para uma época em que as competições nacionais eram inalcançáveis; inacreditáveis 23 vitórias em 49 clássicos disputados contra o Internacional; a visibilidade nacional por disputar nove vezes a Taça do Brasil como único representante gaúcho e enfrentando times históricos como o Santos (de Pelé) e o Palmeiras (de Ademir da Guia).

Portanto, senhores, o ano de 1968 serve para celebrar os feitos daqueles personagens que pavimentaram com muito suor a nossa trajetória. Se Hobsbawm vivo fosse, diria que foi um período extremo para o nosso torcedor: 23 vitórias em Gre-Nais, hegemonia esmagadora em campeonatos regionais e vitórias simbólicas contra times brasileiros e estrangeiros, reduzindo ao ostracismo outros times do nosso Estado.

Da mesma forma, Zuenir Ventura escreveria em sua coluna do jornal O Globo que o ano de 1968, do nosso ainda inédito heptacampeonato gaúcho, do coroamento de uma geração, de fato nunca acabou.

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Sendo assim, o blog Corneta do RW e Aires Zingano Designer promoverão confraternização no próximo dia 2 de junho às 12h. - no restaurante Copacabana, local em que foi composto o hino do nosso clube pelo mestre Lupicínio Rodrigues - com a presença confirmada de 10 jogadores daquela geração, para que possamos agradecê-los e acarinhá-los.

Eis os confirmados para a celebração: Zeca Rodrigues, Loivo, Milton Kuelle, Raul Kneman, João Severiano, Flecha, Volmir, Helio Pires, Juarez e Paíca. E Mengálvio ainda depende de confirmação, tendo em vista que reside em Santos.

Estamos tentando localizar ainda Altemir, Suli e Cardoso. Caso tenham informações a respeito destes craques da época gloriosa, pedimos entrarem em contato com o cornetadorw@gmail.com . Os demais jogadores foram devidamente convidados, mas por impedimentos particulares não poderão participar da confraternização.

Serviço - Como arremate, uma dica a propósito do evento de 02.06: reservas podem ser feitas pelo e-mail copacabana@restcopacabana.com.br . Avante gremistas!


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