Ir para o conteúdo principal

Edição sexta-feira , 20 de julho de 2018.

Novo slogan de Temer vira piada nas redes sociais



• Piada presidencial

O governo vai fazer uma cerimônia para festejar, neste maio, os dois anos de Michel Temer na Presidência. O lema da solenidade pretende imitar o bordão de Juscelino Kubitschek (1956/1961): “Brasil, 50 anos em cinco”.

O slogan de Temer já virou piada na internet. Basta tirar a vírgula e a mensagem se transforma num reconhecimento de retrocesso. O atual presidente teria feito o Brasil recuar duas décadas.

Com um marketing assim, Temer não precisa de oposição.

• Os números reais de Temer

Ontem (14) a nova pesquisa CNT/MDA mostrou que a aprovação do governo continua em míseros 4%. É a metade do pior índice registrado no segundo mandato de Dilma.

Apesar de ter a chave do cofre, Temer tem menos de 1% das intenções de voto para uma eventual candidatura à reeleição.

Ele só lidera o índice de rejeição: terríveis 88%.

 Um engano residencial

Um fato: cinco dias antes de ser preso pela Lava-Jato em abril, o operador do PMDB Milton Lyra vendeu sua casa, em Brasília, ao secretário adjunto do Conselho Federal da OAB, advogado Ibaneis Rocha.

Uma confusão: a Polícia Federal tinha o endereço da tal morada como se fosse de Lyra e fez busca e apreensão na residência, que já estava na posse e uso de Ibaneis, o novo dono.

Um detalhe: até a superadega da casa foi indevidamente vasculhada.

 A prescrição que agrada banqueiros

Grandes empresas exportadoras alertaram, na semana passada, o governo e o Congresso: no próximo 1º de julho começam a prescrever as ações judiciais possíveis contra 20 grandes bancos que, durante uma década - entre 2003 e 2013 - coordenaram a manipulação das taxas de câmbio em vários países.

No Brasil as maiores perdedoras foram empresas agroindustriais, Petrobras, Vale e Embraer. O cartel da manipulação cambial foi denunciado por um integrante, o banco suíço UBS, que fez um acordo de leniência com o governo brasileiro.

Nos Estados Unidos, o processo já custou multas de US$ 6 bilhões ao HSBC, Citibank, J.P.Morgan, e ao próprio UBS, além de

outras instituições – digamos – “menos expressivas”. No Brasil, por enquanto, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) só aplicou R$ 183 milhões em multas — 83 vezes menos que a soma das sanções financeiras adotada sobre o cartel das empreiteiras descoberto na Lava-Jato.

E até agora não sabe quanto os bancos pagaram aos cofres públicos. Se é que pagaram...

• A propósito

Os operadores do Direito, agentes públicos e outrem já sabem, mas não custa repetir.

Segundo o artigo 205 do Código Civil Brasileiro, “a prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor”.

• Avalanche processual

O ministro Gilmar Mendes (ele mesmo!) talvez, nesta, tenha razão. Ao acompanhar o entendimento da maioria do Supremo ele alertou que “o fim do foro privilegiado vai provocar uma grande confusão nos tribunais”.

Segundo ele, em 31 de dezembro de 2016 havia 301.346 inquéritos civis na Justiça Estadual, Brasil afora. Desses, 32.334 se referem a casos de improbidade administrativa. No mesmo ano, o Ministério Público Federal tinha 76.135 inquéritos civis, dos quais 14.323 tratavam de improbidade. Não há números finalizados em relação a 2017.

Detalhe a ser lembrado: a maioria no STF decidiu que não há foro especial nas ações de improbidade. Em outras palavras: juízes de primeira instância continuam sendo responsáveis por instruir e julgar esse tipo de ação, mesmo quando os alvos são políticos. Senhores magistrados, ao trabalho, pois! Pelo menos de segunda a sexta.

• Dois mais dois...

Em meio às alfinetadas que presenciamos, às vezes, nos debates do Supremo, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que “a análise econômica do Direito é coisa da direita”. O colega de trabalho Luís Roberto Barroso – que usa pesquisas econômicas e estatísticas nos seus votos - aparteou.

“A aritmética não é de direita, nem de esquerda. Para bem e para mal, a matemática é indiferente a escolhas ideológicas: dois mais dois são quatro, nos EUA, China, Venezuela...

• Cidadãos reféns

Não é piada de português - mas uma análise feita, em cinco frases, por Joaquim Barbosa (PSB), na semana passada ao desistir de concorrer à Presidência da República, desenha bem o presente e o futuro do Brasil.

"Os políticos criaram um sistema político aferrolhado de maneira a beneficiar a eles mesmos. O sistema não tem válvula de escape. O cidadão brasileiro vai ser constantemente refém desse sistema. Você não tem como mudá-lo. Esse sistema contém mecanismos de bloqueio que servem para cercear as escolhas das pessoas de bem” – disse o notório ex-presidente do STF.

• Aliás...

Coincidentemente, já se escreveu aqui no Espaço Vital, na semana passada, que “nada indica que o novo Congresso Nacional será muito melhor que o atual. A renovação estimada em cerca de 50% não mudará uma realidade: os interesses representados serão os mesmos”.

O domínio da velha política brasileira continuará intacto porque a forma de eleger deputados e senadores não foi alterada.

Pior: o resultado das eleições para o Congresso não solucionará a mais profunda e longa crise da história republicana.


Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Potins desta sexta-feira

 Negado vínculo de emprego entre carregador de tacos de golfe e o Country Clube de Porto Alegre.

 Um homem e sua união estável com duas mulheres

TRF-4 mantém liminar que impede governo do RS de arquivar a extinção da Fundação Piratini.

 CF da OAB diz que o modelo da Agência Nacional de Saúde e outras reguladoras está falido.

 Auxílio-acidente depois do auxílio-doença.

 MPF vai pedir, em agosto que Adriana Ancelmo volte para a prisão.

Potins desta sexta-feira

•  Cartazete em escritório de advocacia gaúcho explica a cobrança de R$ 150 por consulta: “É da mesma forma como acontece quando o(a) distinto(a) cidadão(ã) vai a um médico particular”.

• Pensões distintas para filhos do mesmo pai. O STJ flexibiliza o princípio da igualdade absoluta de direitos.

•  Um precedente do TST que vai mexer no adicional noturno.

•  Restrições ao prazo em dobro quando houver litisconsórcio de réus.

•  Os apertos de julho... E o que nos espera em agosto?

Potins desta terça-feira

 O futuro presidente Toffoli já começa a pensar no aumento para o Judiciário.

• Rodrigo Janot vem ao RS para falar sobre eleições e corrupção.

 Foi em Santiago (RS), a audiência criminal em que o réu não aceitava uma mulher juíza!

 O ano de 2014 que ainda não acabou em Porto Alegre.

 Desaprovação ao governo brasileiro só não é pior do que a de Bósnia-Herzegovina.

 O jeitinho para evitar o avanço no combate da corrupção no Brasil.

• Discriminação nos EUA contra mulheres grávidas empregadas.

 Colega de Rosa Weber no STF avalia que ela é a “ministra pêndulo”.

• Os 60 dias pedidos pela PGR que vão ajudar Michel Temer.

Potins desta terça-feira

 Gleisi Hoffmann quer que o Judiciário se sensibilize com o caos social e libere Lula.

• Na política brasileira, outubro chegou em junho.

 STJ decide se cidadã pode deixar de se chamar Tatiana, para ser Tatiane.

 Ainda sem título definitivo, vem aí as “memórias do cárcere de Lula”.

• As buscas no apartamento de Augusto Nardes: nada ostensivo...

 Brasileiros acreditam pouco na seriedade das eleições.

•  Benesses para os planos de saúde: 107% de aumento em sete anos.

Potins desta terça-feira

 Maior jornal da Inglaterra diz que “Sérgio Moro é “o homem que encerrou cinco séculos de impunidade no Brasil”.

 Governo acaba de criar mais um elefante branco: o SUSP, irmão do SUS.

•  STF vota na quinta-feira (24) proposta de nova súmula vinculante.

 Quando a “utilidade política” prevalece sobre a utilidade pública...

 Embaixadas para Temer, Moreira e Padilha – se Alkmin for Presidente da República. Mas ele nega.

• População com 60 de idade, ou mais, estará superando os moços de 16 a 24 anos, nas eleições de outubro.

 Impasse no TST para tentar orientar decisões uniformes em ações trabalhistas.

 Prorrogação do benefício de salário-maternidade, em decorrência de parto prematuro.

Potins desta sexta-feira

• Presença estranha deixa magistradas assustadas em importante reunião na Universidade de Harvard.

•  Governo brasileiro exclui entidades da lista de convidados para a reunião anual da Organização Internacional do Trabalho.

•  Temer torce pela vitória de Henrique Meirelles: quer ser ministro da Justiça a partir de 2 de janeiro.

•  Empresas envolvidas em desastres ambientais só pagaram 3,4% das multas ambientais, que totalizam R$ 785 milhões.

•  Quem são os políticos, empresários e magistrados alfinetados nos voos comerciais brasileiros.

• O largo par de headphones que faz Luiz Fux não ser incomodado quando voa de Brasília ao Rio, e vice-versa.