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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Falta uma resposta do Ministério Público!



Chargista Ivan Cabral

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• Gre-Nal é Gre-Nal - Contrariando todas as expectativas, no último sábado faltou o tão anunciado show. Foi surpreendente a atuação de alguns narradores que, à medida que o tempo do jogo passava, diziam: “Ainda dá para o Grêmio fazer um gol no primeiro tempo”.

O caso é que o tempo passou e os gols não apareceram. Não é difícil concluir que quando o adversário vermelho, mesmo não estando numa boa fase, possui uma longa história de conquistas em embates diretos, o peso da camiseta aparece.

Mesmo sem a participação do D’Alessandro, atleta que protagoniza muito nos Gre-Nais, o “futebol (europeu...)” do nosso adversário sumiu. O que entra para a história é mais um empate num confronto direto, em um momento de superioridade do adversário, que disputa outras competições. Então, nada mais verdadeiro, em todos os seus sentidos, de que Gre-Nal é Gre-Nal.

Depois do Gre-Nal, o adversário sentiu o resultado, tanto que em um jogo aparentemente fácil na Venezuela, safou-se graças a um lance isolado e de muita sorte.

 A janela da Copa do Mundo - A parada do campeonato brasileiro durante a realização da Copa do Mundo na Rússia pode ser muito útil aos times. Todavia, não é a parada em si que garante algo; é preciso trabalhar e muito.

No caso do Internacional, é visível que o time precisa de mais entrosamento e, ainda mais, o treinador precisa ter convicção na definição de um time. Também é visível a necessidade de aprimorar a preparação física. A parada vem em boa hora, talvez ela seja fundamental para afastar temores que rondam a nossa torcida.

Mas há um fato inegável: a parada não é privilégio exclusivo do Internacional; todos os demais times que disputam o campeonato brasileiro também usufruirão do tempo necessário para eventual aperfeiçoamento.

A parada é para todos e o melhor resultado será colhido por aquele que souber trabalhar.

 As investigações do MP no Internacional - Ao contrário do que eu pensava, as investigações procedidas pelo Ministério Público estadual e relativas aos procedimentos financeiros da gestão passada avançam em grande velocidade. Nesta quinta-feira (17) fomos surpreendidos com a notícia da existência de notas frias para mascararem retiradas de dinheiro no caixa do clube. Há indícios muito fortes e tenho esperança em resultados efetivos na recuperação da imagem do Inter.

Falta, todavia, uma resposta do Ministério Público ao aspecto mais sensível e propício a uma investigação: o futebol. É lá que são celebrados os grandes contratos, alguns, por si só, inexplicáveis, e é lá que alguns ex-dirigentes influentes passaram a exercer atividade profissional. É preciso coragem, mas os fatos encontram-se lá.


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