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Edição de terça-feira , 19 de junho de 2018.

Paraná Clube quita R$ 1,9 milhão em dívidas trabalhistas



O Paraná Clube conseguiu quitar cerca de R$ 1,9 milhão de sua dívida trabalhista ao celebrar, na última semana, 29 acordos judiciais homologados pelo TRT do Paraná. Foram 40 audiências de conciliação realizadas ao longo de três dias. As pautas foram organizadas pela Coordenadoria de Conciliação e Apoio Permanente à Execução de Curitiba (COCAPE), que atua sob a supervisão do juiz do trabalho Felipe Calvet.

O índice de conciliação foi de 72,5%, número considerado alto para os padrões da Justiça do Trabalho.

Atualmente disputando a Série A do Campeonato Brasileiro, o Paraná Clube vem conseguindo quitar parte de sua dívida desde dezembro de 2017. No ano passado, o passivo trabalhista do clube chegava a R$ 16 milhões, mesmo com a boa campanha futebolística que resultou no retorno à primeira divisão.

Segundo o juiz supervisor da COCAPE, Felipe Calvet, a principal dificuldade foi porque os processos estavam em momentos diferentes da execução, com penhoras diversas que chegavam a 90% da arrecadação do Paraná Clube. Isto comprometia tanto a saúde financeira da instituição desportiva, quanto o próprio andamento das ações.

"Nós fizemos a reunião dos processos de execução trabalhista e cível e nomeamos um administrador judicial para o Paraná Clube, que todo mês deposita 20% do faturamento para quitação das dívidas. Deste modo, o clube consegue se organizar e pagar suas dívidas", afirma o magistrado.

Para o presidente e administrador judicial do Paraná Clube, Leonardo Oliveira, o resultado das audiências é motivo de satisfação e a quitação de dívidas é benéfica para o clube e para os credores, que estão tendo acesso a um crédito que lhes é de direito.

No Brasileirão, ele sabe das dificuldades de se trabalhar em um nível alto e sem os mesmos recursos de outros times, mas expressa otimismo quanto ao futuro do Paraná Clube: "A tendência é a situação melhorar e temos condições de lutar até o final pela permanência na Série A, que é o nosso grande objetivo. No ano passado nós tínhamos receitas compatíveis com as dos times da Série B, mas nós trabalhamos somente com 10% de receitas e conseguimos o acesso desta maneira", afirma.

Leonardo Oliveira considera que o bom desempenho em campo tende a se reverter em mais receitas, portanto é algo bom para o clube, para os credores e para o próprio futebol paranaense como um todo.

Esta foi a primeira rodada de acordos envolvendo o Paraná Clube, sendo considerada exitosa tanto pela Justiça do Trabalho quanto pela própria administração do clube. Nestas conciliações, os credores já saem com a guia de retirada liberada para sacar o valor no banco.

Em razão do sucesso destas audiências, uma próxima pauta de conciliações será realizada pelo TRT-9.


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