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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Minha casa não é minha, nem é meu esse lugar!



Arte EV sobre foto Google Imagens

Imagem da Matéria

Na quarta-feira (23), após o término do jogo na Arena, escutei aquilo que revela um dos momentos mais constrangedores do futebol. O técnico do time dono da casa utilizou a entrevista coletiva após o encerramento da partida para reclamar do estado do gramado e o quanto ele foi prejudicial para o desenvolvimento do seu futebol.

Depois disso, o técnico uruguaio, repercutiu da mesma forma. Indagava que o gramado não era proporcional à capacidade do time dono da casa. Também manifestou a sua curiosidade pelo descompasso entre a beleza do estádio e a precariedade do gramado.

A triste constatação é a de que a principal destinação da Arena é a de ser uma casa de espetáculos, com locação a terceiros.

A prática do futebol para a dona do empreendimento é secundária.

É uma pena que seja assim e que os clubes fiquem reféns de outros interesses que não aqueles das competições esportivas.

O Internacional teve a capacidade de constituir um negócio bem diferente desse, sendo efetivamente seu o Beira-Rio.

  FUTEBOL FEMININO

Se há algo na história da humanidade que realmente é revolucionário, é a emancipação feminina e a tomada dos espaços antes destinados exclusivamente ao ser masculino.

Não faz muito testemunhávamos o comportamento nos estádios calcados na máxima: futebol não é coisa para mulher.

Além das mulheres terem se afirmado como torcedoras que comparecem nos estádios, o futebol feminino é uma realidade crescente.

No último Gre-Nal feminino, a equipe colorada aplicou uma goleada de 5 a 1 no seu tradicional adversário.

Não queiram diminuir a proeza das nossas atletas, pois com certeza esse resultado já se encontra inscrito na história.

 RODRIGO CAETANO

Não resta dúvida que ele está no rol dos grandes profissionais de gestão do futebol. É experiente e coleciona importantes conquistas. Agora terá condições de colocar em prática a sua capacidade. Terá tempo, arregaçando as mangas e se atirando no trabalho. Torço por ele.

Além disso, a sua contratação representa a primeira ação planejada pela atual direção. Nós, torcedores, já estávamos perplexos com a inércia frente aos resultados negativos.

Eu, sem desconsiderar o importante reforço ainda acho que a nossa principal deficiência está na condução do atual vice de futebol. Como venho dizendo, ele é o primeiro caso de estabilidade no cargo. No Internacional temos um vice de futebol permanente.

É estranho que diante das visíveis dificuldades e mitigada eficiência, não tenha a direção do Inter buscado uma alternativa em seus quadros.

Dou um exemplo, o Dr. José Aquino Flores de Camargo, homem ligado à situação é detentor de capacidade intelectual e emocional para exigir dos atletas resultados melhores. Ao invés disso, foi lançado ao abandono político.

 MELHOROU

Já é possível vislumbrar uma melhora do time. Finalmente estamos deixando as oscilações e incertezas de lado para encontrar um time e uma forma de jogar.

Isso é alvissareiro!

Espero que diante da carência de títulos, ao menos possamos contar com a nossa classificação para a Libertadores da América. Isso é o mínimo que almejamos.


Comentários

Paulo André Pureza Cordeiro - Advogado 28.05.18 | 14:21:22

Nosso gramado pode estar ruim, mas tem um time que joga sobre ele. O seu gramado pode estar bom (o estádio nem tanto, e mesmo assim não terminaram de pagar), pode ter sido premiado com oito metros de pista pública, pode ter sido premiado com áreas e mais áreas de estacionamento, mas vamos combinar, não tem time. Resultado, no nosso estádio financiado, a gente ganha títulos, no estádio financiado de vocês com direito a telefonema da Dilma, não...

átila Bastos - Contador 25.05.18 | 13:23:32

Em cada artigo desse colunista, com sua costumeira acidez e alfinetadas dirigidas ao Grêmio, e considerando o atual momento dos dois clubes, não tenho mais nenhuma dúvida: os anos 90 voltaram. Enaltece Gre-Nal feminino, contratação de dirigente de passado identificado com o Grêmio. O contrato da construtora com o time dele é aparentemente melhor, seu gramado sofre menos (recebe bem menos jogos). Essa coluna é o fiel retrato do sofrimento vermelho. Tem que manter isso aí, viu?

átila Bastos - Contador 25.05.18 | 11:40:57

Seu clube jogou em Caxias esse ano por conta de show no Brio. Foi espontaneamente ou por "acordo" contratual? O colunista deveria saber que atualmente não se criam mais essas bobagens escritas como em jornais impressos. O que escreve aqui se desmente em 5 segundos em buscas na internet, é só jogar na pesquisa "Beira-rio: gramado danificado show" e verá que o seu gramado padece muito mais com show do que a Arena. A diferença que o Dr. Siegmann desconsideoru é que o Grêmio disputa 3 competições.

Gustavo D'ávila - Advogado 25.05.18 | 10:55:49
É uma pena que tanto estes nobres espaços destinados a crônicas e análises jurídicas da Dupla Grenal venha se tornando efetivamente um espaço para alfinetadas. Antes era apenas o Jus Azul assim, preocupando-se mais com a IVI e com o coirmão do que com o próprio Tricolor. Agora, a Jus Vermelha está seguindo o mesmo caminho. Mesmo gremista gostava de ler esta coluna pelo primor de sua redação. Pena, está sendo um desperdício de gloriosos talentos literários.
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