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Edição de sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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País no caos, Grêmio vence Defensor e IVI comemora o Gre-Nal de mulheres!



Arte EV sobre foto Google Imagens

Imagem da Matéria

Fantástico! A IVI vai ao paraíso. Não se aguentando por não ter o que falar durante a semana passada sobre o seu time do coração – falariam, se D´ Alessandro fosse caminhoneiro - a IVI da Ipiranga rasgou a bandeira e extrapolou. Enquanto “concedia” na quinta-feira pequeno espaço na capa para a vitória do Grêmio na Copa Libertadores (sim, existe a Copa Libertadores), a quarta capa de ZH era toda vermelha, literalmente. Manchete: “Goleada Vermelha”.

Falava, pasmemos, da goleada no futebol... feminino. O mundo todo não fala de outra coisa. O campeonato gaúcho de futebol de mulheres. Hip, hip, hurra! Agora falta só a IVI organizar um campeonato de futebol de botão e, se os botõezinhos do Inter vencerem, lançar a manchete: “Inter arrasa Grêmio em histórica partida – botões comemoram até a madrugada!”.

Não dá. O réu não se ajuda.

Depois dizem: “IVI? Ah, isso não existe”. Este observatório da imprensa desportiva está(rá) atento. Para que os gremistas possam ligar o rádio e ler jornais nos dias seguintes aos jogos de Grêmio e Inter. Sim, porque alguns programas de rádio estão se tornando insuportáveis. E os jornais irritantes. Milhares e milhares de gremistas estão deixando de ouvir rádio em programa predominantemente IVI. E cancelaram assinaturas de jornais.

Como falei no Espaço Azul da semana passada, parcela da crônica esportiva perdeu o pudor de há muito. Bom seria se saíssem do armário. Falta, pois, uma epistemologia do futebol. Assim como não se pode dizer qualquer coisa sobre a política, também não se pode torcer fatos a ponto de espantar a freguesia. Sim, porque o discurso disfarçado tem de ser bem disfarçado. Não pode ser uma impostura.

Há vários modos de dizer as coisas. O sujeito pode ser IVI e disfarçar. Esforçar-se ao máximo. Já que não quer declinar seu fascínio por um clube, deveria procurar um lugar de fala mais distanciado. Isso já ingressa no terreno da ética. Assunto para debater nas faculdades de jornalismo.

Sem dúvida, o caso da manchete do jogo de futebol feminino (incrível: deu capa inteirinha) e a desproporcionalidade com que a Zero Hora tratou dois fenômenos diferentes (Copa Libertadores e futebol feminino) é algo que vai para a história da bizarrice do jornalismo. Isso só é equiparável às três barrigadas da venda de Luan, de Leandro Behs.

A propósito, Behs, na avaliação do desempenho do jogo Inter x Corinthians, disse que Rossi fez gol de Champions League!...

Genial, não? Ah, isso de IVI não existe. Pois é. Behs também disse que Diego Aguirre é a cara do Marlon Brando. De todo modo, não consigo parar de rir com essa do gol de Rossi. Isso de IVI não existe! Chama o Padre Quevedo: isso não “eckkk-ziste!

Post scriptum: Uma sugestão de capa para a ZH mais importante que o Gre-Nal de futebol de mulheres ou de botão: “Além de Geromel convocado, mais três jogadores do Grêmio estão na lista dos 35 de Tite”. Bingo. Soa melhor. E é relevante.

Afinal, a IVI já mancheteou que Alisson, Fred e Taison, EX-COLORADOS, estão convocados. Não seria bom falar de quem não é ex?


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